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Anjos da Sopa reforça ações de Natal em Santo André

Iniciativas focam na população em situação de rua e famílias em vulnerabilidade social

Vivian Helen
23/12/2025 | 14:21
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FOTO: Divulgação
FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com foco no atendimento à população em situação de rua, a ONG Anjos da Sopa, de Santo André, reforça as ações solidárias durante a semana do Natal, ampliando a distribuição de refeições e itens emergenciais para pessoas em vulnerabilidade social.

Fundada em 2012, a organização conta atualmente com cerca de 180 voluntários ativos e mantém atendimento regular de segunda a sábado. As iniciativas incluem a distribuição de refeições ao longo do dia, a entrega de sopa nas ruas às segundas-feiras e o fornecimento de itens de primeira necessidade.

De acordo com a ONG, aproximadamente 1.910 pessoas foram atendidas apenas durante a semana do Natal. A Anjos da Sopa atua de forma independente, sem vínculos políticos ou religiosos, e mantém suas atividades por meio da solidariedade da população e do trabalho voluntário.

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Ao comentar a atuação da entidade, Gisele Capelli, 42 anos, presidente da ONG, destaca a importância de combater os estereótipos relacionados à população em situação de rua.

“Eu acho que o mais importante é a população entender que nem todo morador de rua é dependente químico, assim como nem todo dependente químico é um morador de rua. Muitas das pessoas que estão em situação de rua não souberam lidar com grandes perdas e traumas e, por isso, acabaram se entregando e hoje se encontram nas ruas”, afirma.

Gisele também ressalta que é equivocado generalizar e associar essas pessoas exclusivamente ao uso de drogas, desconsiderando trajetórias marcadas por desemprego, rupturas familiares e falta de oportunidades.

“Para aliviar as dores, eles buscam entorpecentes, como o álcool, para se aquecer do frio, entre outras situações que os levam a viver em situação de rua. Por isso, é muito importante ter esse olhar, pois qualquer pessoa pode se tornar um morador de rua. A gente nunca sabe quando a nossa chave vai virar e se vamos saber lidar ou não com a perda ou com a dor”, finaliza.




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