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Moradores da região planejam desembolsar até R$ 500 na ceia de Natal

Valor médio a ser investido é de R$ 820; boa parte das pessoas do Grande ABC vai comemorar a data em casa, segundo pesquisa

23/12/2025 | 08:58
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A maioria dos moradores do Grande ABC (25,2%) planeja gastar entre R$ 301 e R$ 500 com a ceia de Natal. O gasto médio deverá ser de R$ 820. Segundo dados do CIM (Centro de Inteligência de Mercado), da Strong Business School e da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), 50% dos entrevistados pretendem realizar a ceia em casa, enquanto 47,7% irão comemorar na residência de amigos ou parentes. Apenas 2,3% afirmam que farão a ceia em restaurantes.

Boa parte das pessoas (46,8%) acredita que vai gastar mais do que no ano passado. Em seguida, 45,6% planejam ter o mesmo custo de 2024 e 7,6% visam economizar mais do que no último Natal. O tíquete médio planejado ultrapassa R$ 1.600 para famílias com renda acima de 20 salários mínimos – cerca de R$ 30 mil.

Para o presidente da Acisa, Evenson Dotto, o impacto econômico da ceia vai além da mesa. “As escolhas feitas para o Natal movimentam o comércio local, supermercados, açougues, padarias e restaurantes. A ceia funciona como um termômetro importante do consumo regional no fim do ano.”

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Entre os que celebrarão em casa, os assados são a preferência dos entrevistados (56,5%). Frutas, panetones, pavês e sorvetes também aparecem com destaque, compondo o cardápio típico do Natal em um país de clima tropical.

Já os peixes surgem com presença mais discreta, apenas 12,7% entre as escolhas quando comparados às carnes tradicionais. Espumantes foram selecionados entre as escolhas para a ceia, segundo 37,6% dos pesquisados.

“O consumidor mantém os símbolos clássicos da ceia, mas ajusta quantidades, marcas e combinações. Não é um abandono da tradição, e sim uma reorganização do consumo”, declara o coordenador da pesquisa e professor de economia da Strong, Sandro Maskio. 


VALOR DA CESTA

No Brasil, a cesta típica de Natal, composta por dez itens (aves natalinas, azeite, caixa de bombom, espumante, lombo, panetone, pernil, peru, sidra e tender), registrou queda de 2,4% nos preços entre 10 e 16 de dezembro na comparação com 20 de outubro a 25 de novembro. A mudança é reflexo das promoções no período que antecede as festas. Com isso, o valor médio passou de R$ 351,80 para R$ 343,39, o que representa economia de R$ 8,41 para o consumidor.

As quedas de preços concentraram-se em itens tradicionais da data, como panetone, azeite, aves natalinas e espumantes, categorias com demanda sazonal mais concentrada e maior sensibilidade às estratégias promocionais e aos ajustes de estoque do período.

A pesquisa é da Abras (Associação Brasileira de Supermercado) e abrange produtos de marcas próprias dos supermercados, regionais e tradicionais e foi realizada entre os dias 12 e 16 de dezembro.

Investimento médio com presente de Amigo Secreto será de R$ 72

A brincadeira do Amigo Secreto deve movimentar R$ 6,7 bilhões no varejo neste fim de ano no Brasil. A previsão é de gasto médio de R$ 72 com cada presente. Segundo levantamento, 36% dos consumidores pretendem participar dessa tradição, o que fica em torno de 60,1 milhões pessoas.

Os dados são da CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) e SPC Brasil (Serviço de Proteção ao Crédito), em parceria com a Offerwise Pesquisas. Entre os que devem entrar na brincadeira, 53% adoram participar do ‘amigo oculto’, 39% consideram que é uma boa maneira de poder presentear gastando menos dinheiro e 14% participam apenas para não serem julgados como antissociais.

Por outro lado, entre os que não pretendem participar, 45% dizem não gostar, 35% não têm o costume no grupo e 23% estão sem dinheiro. “A maioria dos consumidores que deixam as compras de Natal para a última hora o faz com a esperança de encontrar promoções e economizar. No entanto, é fundamental alertar: o volume de pessoas nos dias que antecedem a data, a pressão do tempo e a menor disponibilidade de estoque podem, na prática, inverter essa lógica, dificultando a pesquisa de preços e a negociação efetiva”, destaca o presidente da CNDL, José César da Costa.


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