Economia Titulo Oitavo dia

Petroleiros não aceitam proposta da Petrobras e greve segue em Mauá

A FUP avalia que houve "avanços significativos" em relação aos eixos da campanha reivindicatória

22/12/2025 | 13:28
Compartilhar notícia
FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A greve nacional dos trabalhadores da Petrobras está mantida, informaram representantes sindicais. A estatal apresentou a quarta contraproposta do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho), que não foi aceita pela FUP (Federação Única dos Petroleiros) e pela FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), e os sindicatos ligados às entidades, por não atender integralmente as reivindicações dos trabalhadores da ativa e aposentados. A paralisação entra no oitavo dia, incluindo a Recap de Mauá.

A Petrobras e os representantes da categoria se reuniram no domingo (21). A FUP avalia que houve "avanços significativos" em relação aos eixos da campanha reivindicatória, mas cobra que a proposta seja seguida por todas as subsidiárias. Também exige que a estatal se comprometa a não descontar os dias parados, que haja isonomia entre os trabalhadores do terminal de Coari e de Urucu, no Amazonas, e que seja garantida a hospedagem para os trabalhadores offshore. Ainda não houve resposta da Petrobras sobre esses pontos adicionais.

Além disso, foi cobrado da Petrobras que apresente uma carta-compromisso para a solução dos PEDs (Planos de Equacionamento dos Déficits da Petros), o fundo de pensão dos trabalhadores.

DGABC

Já a FNP (Federação Nacional dos Petroleiros) e o Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense consideraram os números apresentados insuficientes "diante da lucratividade recorde da empresa e dos dividendos distribuídos aos acionistas".

As entidades afirmam que a estatal manteve a vigência de dois anos para o acordo, com um ganho real de apenas 0,5% na RMNR (Remuneração Mínima por Nível e Regime) em 2025 e 2026. A oferta de abono de 1,6 remunerações, parcelado para março e setembro de 2026.

Em nota divulgada na noite de domingo, a Petrobras informou que fez ajustes na proposta ACT, "contemplando avanços nos principais pleitos sindicais", mas não especificou os ajustes apresentados.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;