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Diadema e a Casa do Hip-Hop. A primeira da América Latina. Numa cidade que teve Anita Malfatti. Que conquistou espaço. E valoriza a periferia.

Jovem consegue explicitar com clareza o novo Grande ABC, embalada por um movimento que existia antes mesmo de se chamar Hip-Hop

Ademir Medici
27/12/2025 | 03:30
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Crédito da foto 1 – Divulgação
Crédito da foto 1 – Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


“Dedico este trabalho a todos os agentes da cultura Hip-Hop, cuja dedicação e paixão têm sido fundamentais para a transformação social e cultural”.

Leticia de Menezes Gonsalves

O trabalho citado por Letícia foi apresentado durante o 16º Congresso de História do Grande ABC, realizado em novembro, em São Bernardo. 

DGABC

Título: Periferia em Expansão – A Casa do Hip-Hop de Diadema e o Movimento Hip Hop (*).

Gente, esse trabalho da Letícia merece ser transformado em livro. São pouco mais de 160 páginas em que a autora, ao desenvolver o tema proposto, envereda por cenários e personagens que complementam sua pesquisa.

A História da cidade de Diadema está presente. A participação de Diadema no conjunto do Grande ABC e da região metropolitana também. 

A presença de Anita Malfatti ganha um capítulo maravilhoso, ilustrado pela pintura “Paisagem de Diadema”, um óleo sobre tela que retrata, artisticamente, a cidade no período em que era distrito de São Bernardo (década de 1950, antes ainda da emancipação).

I

Letícia de Menezes Gonsalves conta:

Minha aproximação com o Hip-Hop surgiu, em grande parte, a partir de um desejo de identificação com a minha vivência social e cultural, especialmente por meio do rap.

Desde a infância, esse universo esteve presente nas minhas experiências cotidianas, principalmente ao lado do meu pai, que me apresentou aos CDs de rap e contava histórias sobre os “bailes blacks” que frequentava com minha mãe. 

Muitas das minhas memórias afetivas estão ligadas às viagens que fazíamos em seu carro, sempre acompanhadas por músicas especialmente escolhidas. 

Apaixonado por música, meu pai fez daquelas viagens momentos de escuta e partilha.

II

Aprendemos com Letícia:

O Hip-Hop é constituído pela inter-relação orgânica de quatro elementos fundamentais: o MC, o DJ, o break dance e o graffiti. \

Cada um desses elementos contribui com linguagens próprias, que se entrelaçam para dar forma a uma cultura vibrante e complexa, que vai muito além de manifestações

artísticas isoladas.

III

Sobre o trabalho final do seu curso na USP, Letícia vai contando:

A estrutura do trabalho está organizada em três atos:

1 - “A Cidade e seus Sujeitos”, que propõe um recorte temporal das décadas de 1980 até 2000, para compreender os desdobramentos históricos, sociais e políticos e analisar a constituição desses sujeitos e suas formas de organização. 

2 - “A Voz Ativa da Cidade”: explora os processos  da democratização do acesso à cultura na cidade e as bases culturais e políticas do Hip-Hop enquanto expressão popular. 

3 - “A Casa do Hip-Hop de Diadema”: trata especificamente da história e do papel desse espaço como território cultural ativo.

AMANHÃ – Como Anita Malfatti via Diadema quando aqui morou.

(*) Trabalho final de graduação. Bacharelado em Arquitetura e Urbanismo. Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo. Orientadora: Maria de Lourdes Zuquim.

São Paulo, 2025.

Crédito da foto 1 – Divulgação

LETÍCIA. Biblioteca Monteiro Lobato, São Bernardo, 7 de novembro de 2025: a Casa do Hip-Hop de Diadema está intrinsecamente ligada à trajetória da cidade, marcada por contradições, lutas e conquistas que refletem as dinâmicas mais amplas das periferias urbanas brasileiras

Para a edição 20.029...

A telefonista

Delza Figueira. Foi a primeira telefonista no Palácio da Imprensa, como era chamada a antiga sede do Diário na Rua Catequese. Era 1972. As telefonistas operavam lado a lado com a Redação. Trabalhou na casa por 29 anos, até 2001.

Crédito da foto 2 – Projeto Memória; reprodução: João Henrique Medice

ALÔ, ALÔ. Delza em 1975. Em 2020 escreveu uma carta ao Diário: queria comemorar seus 80 anos na casa. Pedido atendido, foi recebida em festa. A repórter Yasmin Assagra escreveu: ‘emocionada, Delza lembrou momentos de alegria vividos na empresa’

NAS ONDAS DO RÁDIO

João Pacífico

‘Nunca mais teve São João’

Texto: Milton Parron

Filho de um maquinista da Companhia Paulista de Estradas de Ferro e de uma ajudante de cozinha, João Baptista da Silva, nascido em 1909 numa fazenda nas proximidades de Cordeirópolis, teve uma infância e juventude muito humilde, ele próprio exercendo cargos modestos como estafeta e lava pratos em casas de família nas cidades de Limeira e Campinas. 

Desde menino João Baptista manifestava pendores para a música, especialmente como letrista. 

Em 1934, já conhecido do público pelo apelido familiar, João Pacífico, ele foi apresentado ao poeta Guilherme de Almeida que lhe abriu as portas para uma apresentação na Rádio Cruzeiro do Sul da qual era diretor.  

Lá conheceu Raul Torres e a parceria foi imediata resultando numa enxurrada de músicas sertanejas eternas, entre elas: “Seo João Nogueira”, “Cabocla Teresa”, “Chico Mulato”, “Pingo D’Água” e “No Mourão da Porteira”.  

No programa Memória deste final de semana uma das muitas entrevistas que fiz com João Pacífico em sua residência no bairro da Vila Mariana. A que irá ao ar foi gravada em 1987 onde ele conta, além de sua própria história, os fatos que deram origem a muitas de suas músicas. 

Memória - Produção e apresentação: Milton Parron. Rádio Bandeirantes em 86.3 e 90.9. Hoje, às 22h; amanhã, às 7h; sexta-feira, às 23h. Disponível nas principais plataformas digitais, no Spotify e no Apple Podcast.

DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO

Sábado, 27 de dezembro de 1975

MANCHETE – Salário-Educação começa a vigorar em janeiro de 1976.

MIGRAÇÃO – Grupo de mineiros, há uma semana em Santo André, passou o Natal sob um viaduto no bairro Campestre, em Santo André.

MUNICÍPIOS BRASILEIROS

Sessenta e seis cidades aniversariam em 27 de dezembro.

No Estado de São Paulo, Espírito Santo do Pinhal, Fernão, Gavião Peixoto, Salto Grande, Tapiratiba e Trabiju.

EM 28 DE DEZEMBRO DE...

1905 – Inaugurado (em 23-12-1905) o Museu Zoológico de José Pilar & Cia., à Rua Florêncio de Abreu, 20-A, no Centro de São Paulo.

1995 – Escrevia Dalila Teles Veras na coluna “Viaverbo”, do Diário: “Uma não lista de boa leitura”.

Uma das dicas da poeta: “Vá direto aos fundos da livraria ou às quase rente ao chão, pois ali costumam estar escondidas preciosas pepitas”.

No “Informe Diário”, Célio Franco dava a boa notícia: “A General Motors vai construir, em praça pública da Avenida Kennedy, o Museu do Automóvel”.

NOTA DA MEMÓRIA – O museu anunciado não saiu do papel. Houve oposição cerrada contra a cessão da praça à montadora. Resultado: o Museu do Automóvel foi instalado em Canoas, na Grande Porto Alegre. E a região perdeu mais essa.

Era 1995. O Museu da GM em Canoas foi instalado em 2002, mas funcionou apenas até 2009, com o acervo sendo leiloado.

São João Evangelista

27 de dezembro

O mais jovem dos 12 discípulos de Cristo. Com 24 anos, foi convidado a seguir Jesus em suas peregrinações junto com seu irmão Tiago.

Ilustração: Santuário Pai Eterno




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