Proteção Gestora do Ministério das Mulheres esteve no Grande ABC nesta quinta-feira (18) e prometeu aos prefeitos voltar em 2026 para visitar locais em Santo André e São Bernardo que poderão ter uma unidade federal de abrigo para mulheres em situação de violência
FOTO: André Henriques/DGABC

A Ministra das Mulheres, Márcia Lopes, visitou o Grande ABC nesta quinta-feira (18). Durante reunião com cinco prefeitos da região, realizada na sede do Consórcio Intermunicipal, em Santo André, ela se comprometeu a retornar em 2026 para avaliar duas possíveis áreas, na cidade andreense e em São Bernardo, para a possível implantação de unidades da Casa da Mulher Brasileira.
Márcia esteve na região para entender as necessidades das sete cidades e desenvolver junto às autoridades locais políticas públicas de proteção à mulher. A ministra conversou com os prefeitos de Santo André, Gilvan Ferreira (PSDB); de São Bernardo, Marcelo Lima (Podemos); de Mauá, Marcelo Oliveira (PT); de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL); e de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB).
O Grande ABC não possui unidades da Casa da Mulher Brasileira, espaço desenvolvido pelo governo federal para atender mulheres em situação de violência e com alojamento de passagem. As cidades, porém, contam com a Casa Abrigo, uma iniciativa do Consórcio, que acolhe mulheres desabrigadas, assim como seus filhos menores de 18 anos, que precisam fugir de seus lares. São duas unidades de acolhimento na região, com 20 profissionais atuando, e que recebem um orçamento anual de R$ 1 milhão, valor ampliado, em acordo entre os prefeitos, para R$ 1,7 milhão.
Após alinhamento com os prefeitos, Márcia Lopes reuniu-se com secretárias, vereadores, representantes de movimentos de mulheres e sociedade civil organizada do Grande ABC, que compartilharam suas dificuldades e necessidades de apoio do governo federal. A ministra prometeu levar as demandas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Estiveram presentes no encontro as vice-prefeitas de São Bernardo e Rio Grande da Serra, Jessica Cormick (Avante) e Vilma Marcelino (PSDB), as vereadoras de São Bernardo e Ribeirão Pires, Ana Nice (PT) e Fernanda Henrique (PT), a secretária de Políticas Públicas para Mulheres de Mauá, Cida Maia; e a secretária da Mulher de São Bernardo, Sandra Leite.
Márcia disse que a violência contra a mulher tem múltiplas facetas e, para criar estratégias de combate, é preciso conhecer cada lugar e como o ciclo se desenvolve. “É importante termos um diagnóstico de cada município para entender como essa violência acontece e qual a política pública que atende à realidade dos territórios. Qual é a cultura da região, quantas mulheres vivem nela, se tem uma secretaria de políticas para a mulher, que aqui temos somente em Mauá e São Bernardo. É importante que cada município tenha um órgão para mulheres, nem que seja uma coordenação ou departamento”, ressaltou.
Uma das ações que podem contribuir com a mudança do atual cenário é por meio da educação, conforme disse a ministra. “Temos que ter no currículo escolar o tema da igualdade de gênero e do direito das mulheres, senão os jovens vão continuar reproduzindo o que sempre reproduziram. São os homens que cometem a violência e feminicídios, eles que precisam ser educados.”
A ministra visitou Mauá no período da manhã, quando foi firmada uma parceria para que os cursos à distância oferecidos pelo Sesi de Mauá a jovens e adultos sejam estendidos às mulheres vítimas de violência. Na ocasião, também foi assinado o Selo Empresa Amiga da Mulher, que será dado às companhias que tenham em seus processos internos medidas de conscientização sobre violência contra a mulher.
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