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FOTO: DGABC

Sempre que chegamos ao fim de cada ano fazemos nossas listas de desejos em relação ao futuro, hierarquizamos as prioridades depois de avaliar exatamente o que fizemos ao longo do período anterior. Vale a dica do filósofo Confúcio, “Se queres prever o futuro, estuda o passado”, e veja exatamente quais passos serão necessários para ir além.
A minha lista de desejos de 2026 inclui elementos que assinei há pouco mais de um mês no Ensaio para a Carta de Conjuntura da Universidade de São Caetano, ‘A COP 30, uma grande oportunidade para o Brasil’.
Estamos diante de uma agenda global desafiadora, que precisa ser enfrentada com coragem pelos governos, empresas e pela sociedade como um todo. Há cinco questões que precisam ser consideradas: 1 – É preciso compreender as diferentes globaliza-ções; 2 – É necessário compreender os rumos da economia; 3 – As emergências climáticas e o papel de destaque do Brasil; 4 – As relações ambientais não podem ser um objeto de decoração; e 5 – A participação cívica, da abstenção ao engajamento social.
Sim, o futuro depende da gente. Trata-se de uma possibilidade que precisa começar desde já. Os temas da COP30 são um requisito essencial para que possamos fortalecer a agenda do Brasil.
Existem muitas questões urgentes e inadiáveis. É fato que as mudanças climáticas provocam impactos muito fortes no modo como vivemos, nos processos de produção e certamente colocam em risco o nosso futuro comum, o que exige um senso de enorme responsabilidade de todos nós.
Os acordos assinados na COP30 precisam ter validade. O momento exige mais do que palavras e protocolos. É essencial que exista atitude. As autoridades precisam ir além dos lindos documentos que muitas vezes são simplesmente desconsiderados.
A COP 30 aconteceu 32 anos depois da Eco 92, a conferência da ONU (Organização das Nações Unidas) realizada no Rio de Janeiro, em 1992, um marco importante para o Brasil e o mundo. É preciso ir muito mais adiante, o que será possível se houver uma ampla participação das pessoas.
Sigamos com fé, para que possamos escrever outros capítulos de uma história em que a vida humana tenha realmente muito mais valor do que os objetos e as mercadorias. Espero que o sentido de urgência apresentado pelas emergências climáticas seja capaz de gerar mais lucidez e coloque fim a tanta insensatez.
Antônio Pedro Lovato é advogado tributarista, professor universitário, CEO da Lovato Advogados Associados e presidente da Associação Intercâmbio Cultural Ítalo- Brasileira Anita e Giusepe Garibaldi.
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