Economia Titulo Futura Linha 20-Rosa

Governo classifica como ‘inviável’ o plano da Prologis para área da Ford em São Bernardo

Metrô informa que DUP da forma como está não vai gerar impactos maiores à vizinhança com novas desapropriações

Beatriz Mirelle
18/12/2025 | 08:48
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Metrô de São Paulo declarou que são inviáveis todas as alternativas técnicas apresentadas pela multinacional Prologis para as obras do pátio de manobras da futura Linha 20-Rosa no terreno da antiga fábrica da Ford, em São Bernardo. Segundo a companhia, após “analisar cuidadosamente”, foi concluído que a opção de colocar o pátio em uma área menor da planta não atende aos requisitos básicos para execução do projeto. A resposta foi endossada pelo Estado.

“As propostas foram avaliadas, mas se mostraram inviáveis para atender aos requisitos essenciais do projeto, como o tamanho do terreno oferecido, a proximidade do traçado, a logística para operação da linha (redução de construção de dois estacionamentos intermediários), a necessidade de espaço para o emboque simultâneo de duas tuneladoras (tatuzões)”, detalhou o Metrô em nota enviada ao Diário.

A DUP (Declaração de Utilidade Pública) do Metrô, publicada no dia 31 de outubro, determina a desapropriação de 227,6 mil metros quadrados dos 1 milhão de metros quadrados pertencentes à Prologis. O Metrô reitera que, para minimizar os impactos, o pátio da Linha 20 utilizará apenas 24% do terreno (224 mil metros quadrados) e vai preservar a “maior parte da área para o empreendimento privado”.

DGABC

A Prologis, no entanto, alegou que a questão é que o projeto do pátio do jeito que está inviabiliza a construção do condomínio logístico porque barra uma das saídas previstas no projeto (a que dá acesso à Rodovia Anchieta, pela Rua Fernão Dias Paes). A contraproposta é ceder 160 mil metros quadrados em outro espaço do enorme terreno. Segundo a empresa, isso custaria menos para o Estado porque seria desapropriada uma área menor.

Comunicou também que tinha encontrado soluções para os desafios apontados pelo Metrô antes da publicação da DUP (como emboque dos dois tatuzões e construção de um canteiro de obras temporário).<EM>

NECESSIDADE

“A área definida pela Declaração de Utilidade Pública é a única que garante a implantação do pátio sem comprometer o funcionamento da linha e sem gerar impactos maiores à vizinhança, evitando desapropriações adicionais de imóveis residenciais e comerciais (no mínimo 10 mil metros quadrados de desapropriações evitadas)”, informou o Metrô.

A companhia afirmou que manteve diálogo constante com a Prologis durante todo o processo, apresentou os argumentos técnicos e segue aberto para esclarecer dúvidas. “ A desapropriação será indenizada pelo valor de mercado. O pátio é estratégico para iniciar a construção da linha pelo (Grande) ABC, que beneficiará cerca de 1,4 milhão de passageiros, gerará quase 10 mil empregos e contribuirá para o desenvolvimento da região.”




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