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Greve dos petroleiros atinge refinaria de Mauá; Petrobras nega impacto

Trabalhadores da Recap não realizam troca de turno, enquanto Petrobras diz que produção e abastecimento estão garantidos

15/12/2025 | 17:20
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FOTO: Denis Maciel/DGABC
FOTO: Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A greve nacional dos petroleiros entrou em vigor à meia-noite desta segunda-feira (15) e já apresenta forte adesão em unidades da Petrobras espalhadas pelo País, segundo a FUP (Federação Única dos Petroleiros). Em Mauá, a Recap, refinaria de Capuava, está entre as seis unidades onde os trabalhadores deixaram de realizar a troca de turno nas primeiras horas do movimento, acionando os protocolos de contingência e reforçando o caráter nacional da paralisação, diz a federação.

Segundo a FUP, a interrupção do procedimento de revezamento de equipes ocorreu a partir das 7h e atingiu, além da Recap, refinarias em Betim (MG), Duque de Caxias (RJ), Paulínia (SP), São José dos Campos (SP) e Araucária (PR). A estratégia, prevista nas normas de segurança operacional, exige a atuação das equipes de contingência da estatal.

Ainda durante a madrugada, a paralisação começou com a entrega da operação de plataformas no Espírito Santo e no Norte Fluminense, além da adesão integral dos trabalhadores do Terminal Aquaviário de Coari, no Amazonas. A FUP afirma que há relatos de mobilizações também em terminais de processamento de gás e bases administrativas.

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O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, afirma que a greve foi aprovada quase por unanimidade nas assembleias da categoria e atribui o movimento à falta de avanços nas negociações com a empresa. Entre as principais reivindicações estão o fim definitivo dos PEDs (Planos de Equacionamento de Déficits) da Petros, a recuperação de direitos retirados em acordos anteriores e uma política da Petrobras alinhada à soberania nacional e à valorização dos trabalhadores.

Em São Paulo, dirigentes sindicais acompanham as mobilizações nas bases operacionais. A greve é por tempo indeterminado.

O primeiro dia do movimento também foi marcado por um episódio de tensão no Rio de Janeiro. Durante uma mobilização na Reduc (Refinaria Duque de Caxias), dirigentes do Sindipetro Caxias foram detidos pela Polícia Militar. A FUP classificou a ação como repressão ao direito constitucional de greve. Os sindicalistas foram liberados ainda pela manhã e devem passar por exame de corpo de delito.

Em nota, a Petrobras informou que a paralisação não compromete a produção de petróleo e derivados. A empresa afirma ter adotado medidas de contingência para garantir a continuidade das operações e assegurar o abastecimento ao mercado. A estatal também declarou que respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém diálogo permanente com as entidades sindicais.

Além da greve, aposentados e pensionistas seguem em vigília pelo quinto dia consecutivo em frente ao edifício-sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, cobrando uma proposta concreta para o fim dos PEDs. Assim como a paralisação, o protesto não tem prazo para encerrar.

A Petrobras informou ainda que permanece empenhada em concluir as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho com as entidades representativas da categoria.

(com Estadão Conteúdo)

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