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A que mundo queremos pertencer?

Alfredo Sá Almeida
15/12/2025 | 08:32
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Vivemos em um mundo com 8,2 bilhões de pessoas. Mas, nos últimos anos, a sociedade construiu uma vida onde o dinheiro impera com uma força quase demolidora. 

A ideia de ‘possuir’ algo domina a mente de muitos a ponto que só o que importa é ter dinheiro, deixando de lado o valor de atitudes e comportamentos. Sem uma educação em cidadania e valores humanos, a consciência da sociedade deixou de ser uma dimensão valiosa, e muitos agora consideram o dinheiro como a única solução. 

Não é de se estranhar que 12% da população mundial sofra de transtornos mentais, como ansiedade e depressão. Muitos países fortaleceram suas políticas e programas de saúde mental, mas é preciso mais investimentos e ações em escala global para ampliar os serviços de proteção das pessoas. 

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Problemas de saúde mental representam a segunda maior causa de incapacidade a longo prazo, contribuindo para a perda de anos de vida saudável. Também elevam os custos de saúde para as pessoas afetadas e suas famílias, além de gerar perdas econômicas substanciais em escala global. 

Essa triste realidade merece uma reflexão: será este o futuro que estamos a construir para a humanidade? Afinal, por que não temos soluções para um problema desta dimensão? 

Será que é só a economia é importante? Os seres humanos que se danem? Estamos a destruir a humanidade. Se somarmos ao número de pessoas com transtornos mentais, as pessoas que passam fome e as que passam por situações pouco dignas, percebemos que a sociedade está doente. 

Perante estas calamidades, às quais podemos somar a guerra, o autoritarismo, a escravidão, os crimes, as mentiras políticas e ausência generalizada de valores, verificamos que o ser humano não pode se orgulhar da vida que tem. Muito menos, pode ser feliz. 

A sociedade não está preparada para uma mudança paradigmática, com maior dignidade às pessoas idosas; globalização do valor humano; aumento dos níveis de educação; erradicação da fome; término dos maiores riscos climáticos do planeta; e fim das guerras, dos crimes e das mentiras. 

Se a sociedade não está preparada, para o que é mais importante para o ser humano, não é hora de procurar os culpados. Torna-se urgente, concentrar todos os esforços na construção de soluções de futuro, com determinação e resiliência. O ponto de não retorno chegará rápido e com muita força. 

Quando essa hora chegar definitivamente, toda e qualquer solução implementada será um paliativo sem futuro, e a irreversibilidade estará instituída. Por isso, precisamos nos perguntar a que mundo queremos pertencer?

Alfredo Sá Almeida é escritor e formado em Bioquímica e Biotecnologia.




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