Comércio Grande ABC vai movimentar R$ 473 milhões em compras, alta de 5% em comparação a 2024; gasto médio por presente será R$ 256
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC

O Grande ABC deve movimentar R$ 473 milhões em compras para o Natal em 2025 – o que representa alta de 5% em comparação ao mesmo período do ano passado. O gasto médio por presente deverá ser de R$ 256, que representa aumento nominal (ao considerar a inflação acumulada) de 11% frente a 2024. De acordo com especialista, a região deve seguir a tendência do País, com o maior patamar dos últimos dez anos. A CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) projeta R$ 72,71 bilhões em vendas no varejo no Brasil – número mais expressivo desde 2014.
Os produtos mais procurados neste Natal nas sete cidades são vestuário e calçados (26,5%), brinquedos (17,2%), perfumes e cosméticos (15,3%), maquiagem (6,5%) e relógios, joias e bijuterias (6,2%). As pessoas mais presenteadas no Grande ABC serão mãe (15,2%), filhos (14,2%), esposa ou marido (11,5%), pai (10,6%) e irmãos (8,7%).
Boa parte dos entrevistados planeja gastar R$ 100 (27,1%) ou, no máximo, R$ 200 (24,3%) por presente, como é o caso da fisioterapeuta Tamires Alencar, 35 anos, do bairro Val Paraíso, em Santo André.
“Quero comprar brinquedos para meu filho, de 6 anos, e meu sobrinho, de 2. Também vou levar umas lembrancinhas para meus pais e minha irmã. Achei os produtos um pouco mais caro do que no ano passado, mas estou pesquisando antes de levar.”
A manicure Eliana Ortiz, 62, do bairro andreense Condomínio Maracanã, também planeja ficar nesta margem. “Vou levar brinquedo para a minha neta, de 3 anos. Tenho outros dois, de 15 e 26, que vão ganhar dinheiro e roupa. No Natal, vamos fazer a ceia e o almoço em casa. Reunir toda a família: minhas duas filhas, genros e as crianças. Devemos gastar até R$ 300 com preparação, comida e bebidas.”
Ao todo, os consumidores afirmam que estão dispostos a ter gasto médio de R$ 730 com todos os presentes – alta nominal de 11%.
A principal forma de pagamento será o parcelado no cartão de crédito (38,2%). Depois, no crédito à vista (23,3%), no débito (19,6%), no Pix (15,5%) e no dinheiro (3,5%). O levantamento é da CIM (Centro de Inteligência de Mercado da faculdade de negócios, Strong Business School). O levantamento foi feito entre 3 de novembro e 7 de dezembro, com 748 consumidores das cidades da região.
Para o coordenador da pesquisa, Sandro Maskio, professor de economia da Strong Business School, a projeção nacional da CNC indica um Natal mais dinâmico para o varejo e a região tende a acompanhar com bons resultados.
“O Grande ABC tem forte cultura de consumo local, infraestrutura comercial diversificada e boa capacidade de absorver demanda. Isso beneficia não apenas o setor varejista, mas toda a cadeia de serviços e atendimento, o que amplia o potencial econômico da data.”
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