Repercutiu No vídeo divulgado, Cariani afirma que a ideia da nova unidade surgiu durante uma de suas transmissões ao vivo e um morador da cidade disse que estavam precisando de uma nova academia
FOTO: Reprodução

O deputado estadual e ex-prefeito de Mauá Atila Jacomussi (União Brasil) publicou, nesta sexta-feira (12), um vídeo ao lado do influenciador Renato Cariani — que responde na Justiça de São Paulo por tráfico de drogas, associação para o tráfico e lavagem de capitais. No registro, o parlamentar comemora o anúncio de uma nova unidade da rede de academias na cidade.
“Hoje conheci um amigo sensacional, o Renato Cariani, referência em vida saudável, empresário, influenciador e fisiculturista”, escreveu Atila nas redes sociais. “Ele me contou da novidade: vem academia nova por aí. Fiquei feliz e ele vai contar com meu apoio. Seja bem-vindo à nossa cidade, meu amigo”, completou.
No vídeo divulgado, Cariani afirma que a ideia da nova unidade surgiu durante uma de suas transmissões ao vivo. “Eu estava fazendo minhas lives diárias, com 40 mil pessoas assistindo, e recebi uma mensagem dizendo: ‘Mauá está precisando de uma academia’. Eu disse: ‘Vou montar uma academia em Mauá’. A história tomou proporção, saiu em todos os lugares. Agora já decidi: vamos abrir lá.”
O anúncio acontece em meio ao avanço do processo criminal que envolve o influenciador. Em novembro, o ministro Cristiano Zanin, do STF, rejeitou habeas corpus apresentado pela defesa de Cariani, que buscava suspender a ação penal em curso na Justiça de São Paulo. A defesa argumentava que um dos crimes investigados, falsidade ideológica, seria de competência da União — tese rejeitada pelo Supremo.
O caso teve origem em investigação da Polícia Federal, que inicialmente apurava possível inserção de dados falsos em sistema federal. Com o decorrer das apurações, surgiram indícios de crimes mais graves, como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro, o que levou o processo à Justiça Estadual. A denúncia do Ministério Público de São Paulo — baseada na Operação Hinsberg — foi aceita pela 3ª Vara Criminal de Diadema, tornando Cariani réu.
Segundo a investigação, a empresa Anidrol Produtos para Laboratórios, da qual Cariani é sócio, teria fornecido insumos químicos desviados para organizações criminosas. O MP aponta ainda que o grupo utilizava notas fiscais fraudulentas para dissimular operações e lavar dinheiro proveniente do esquema.
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