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Senado do México aprova aumento de tarifas ao Brasil

O partido dela, o governista Morena, declara que as taxas são necessárias para estimular a produção doméstica

Beatriz Mirelle
12/12/2025 | 09:10
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FOTO: Ricardo Stuckert / PR Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Senado do México aprovou aumento nas tarifas de 1.463 produtos importados de 12 países, como China e Brasil. A proposta é da presidente Claudia Sheinbaum, que deve oficializá-la em breve. O partido dela, o governista Morena, declara que as taxas são necessárias para estimular a produção doméstica. No Grande ABC, a medida vai impactar principalmente a cadeia automotiva, incluindo veículos, chassis, pneus e autopeças.

A sessão registrou 76 votos a favor, cinco contra e 35 abstenções. O texto já tinha passado de forma favorável pela Câmara na terça-feira. As novas cobranças devem entrar em vigor a partir de 1º de janeiro de 2026. Coreia do Sul, Índia, Indonésia, Rússia, Tailândia, Turquia e Taiwan também serão atingidos. As cobranças chegam a 50%, mas a maioria dos produtos ficará entre 20% e 35%.

O anúncio ocorre em um momento que o Brasil tenta se reestruturar e cessar as tarifas impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Os aumentos tarifários do México vão atingir 17 setores como automotivo, têxtil, vestuário, siderúrgico, plásticos, eletrodomésticos, móveis e calçados, entre outros, principalmente produtos chineses. Do total de itens impactados, 316 classificações não têm cobrança de impostos atualmente.

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“O efeito imediato é a perda de competitividade dos produtos brasileiros no mercado mexicano, já que as tarifas entre 20% e 50% encarecem a entrada de bens industriais do Brasil. Isso tende a reduzir exportações, pressionar margens e levar empresas a rever contratos e estratégias comerciais”, destaca o mestre em negócios internacionais, contador e tributarista André Charone.

Segundo ele, também há impacto na cadeia de suprimentos, especialmente para empresas que utilizam o México como porta de entrada para a América do Norte. 

“Com custos maiores, parte dessas operações pode se tornar menos viável. Isso afeta a previsibilidade dos negócios e pode levar empresas brasileiras a postergar ou redirecionar investimentos. No sentido inverso, companhias mexicanas também podem reavaliar investimentos no Brasil se perceberem um ambiente comercial mais restritivo. Em conjunto, tarifas altas reduzem integração produtiva, enfraquecem parcerias e podem diminuir o potencial de expansão econômica entre os dois países.”




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