De olho na Copa França e Inglaterra completam o pódio das equipes com mais engajamento digital
FOTO: @rafaelribeirorio / CBF

O sorteio dos grupos da Copa do Mundo de 2026, realizado na última semana, movimentou o cenário digital das seleções. Na esteira do evento, o IBOPE Repucom divulgou a nova edição do Ranking Digital das Seleções de Futebol, que monitora o desempenho de 60 equipes nas principais plataformas — Facebook, X, Instagram, YouTube e TikTok. O levantamento inclui as 42 seleções já classificadas para o Mundial e outras 18 com histórico relevante no torneio.
França e Inglaterra seguem no topo, com 48,8 milhões e 43 milhões de seguidores, respectivamente. O Brasil completa o pódio, com 38,4 milhões de inscrições. Desde julho de 2024, as seleções analisadas somaram 40 milhões de novos seguidores, dos quais 56% vieram do TikTok, plataforma que mais impulsionou o crescimento recente.
Portugal foi quem mais avançou no período. A Federação Portuguesa de Futebol ganhou 7,3 milhões de inscrições e dobrou sua base no TikTok, alcançando 7,3 milhões de seguidores apenas na plataforma. Entre as 30 principais seleções avaliadas, foi a que registrou maior taxa de crescimento: 24% em sua base total.
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Mesmo fora da Copa, a Indonésia registrou o segundo maior salto digital, e adicionou 3,7 milhões de novos seguidores, sendo 2,8 milhões no TikTok. O país também teve bom desempenho no X (antigo Twitter), com mais 350 mil inscritos. A Espanha aparece na sequência, com 3,3 milhões de novos seguidores e avanço relevante tanto no TikTok (2,1 milhões) quanto no Instagram (mais de 1 milhão).
A França, líder do ranking geral, conquistou 3,2 milhões de novos seguidores desde a última medição (60% desse ganho pelo TikTok). A Argentina completa o grupo das cinco seleções que mais cresceram, com 2,9 milhões de novos inscritos, impulsionada sobretudo pela plataforma chinesa, origem de 87% desse resultado. Terceira colocada no ranking global, a Seleção Brasileira foi apenas a 8ª em crescimento no período, com 1,2 milhão de novas inscrições. Ao contrário da tendência mundial, o avanço da CBF ocorreu principalmente no Instagram, responsável por 1,1 milhão de novos seguidores. Ainda assim, o Brasil segue entre as maiores potências digitais: lidera no Facebook (12 milhões), é o segundo no Instagram (18,9 milhões) e ocupa a terceira posição no YouTube (1,8 milhão). A entidade reativou recentemente sua presença no TikTok, onde reúne cerca de 700 mil inscritos, o número mais modesto entre as dez principais seleções, mas com potencial de expansão até o Mundial. No recorte continental, a América do Sul se mantém como a segunda mais relevante no ambiente digital, com 153 milhões de inscrições somadas entre suas seleções. A região fica atrás apenas da Europa, que acumula 228 milhões, e aparece à frente de Ásia (38,9 milhões) e África (36,5 milhões). Para Danilo Amâncio, coordenador de marketing do IBOPE Repucom, o ambiente digital já se consolidou como parte fundamental da relação entre seleções e torcedores. Segundo ele, as redes sociais funcionam como “o grande estádio digital”, um espaço de convivência diária e de construção de comunidades engajadas, além de oferecer oportunidades estratégicas de ativação e receita para federações e marcas.
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