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Cesta básica cai em 24 Capitais e arroz lidera redução de preços

Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira (9) pela Conab em parceria com o Dieese, 24 das 27 capitais do país registraram redução no preço médio dos itens essenciais em relação a outubro

09/12/2025 | 13:00
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FOTO: PxHere Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A alimentação pesou menos no bolso dos brasileiros em novembro. Segundo a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, divulgada nesta terça-feira (9) pela Conab em parceria com o Dieese, 24 das 27 capitais do país registraram redução no preço médio dos itens essenciais em relação a outubro.

As maiores deflações ocorreram em Macapá (-5,28%), Porto Alegre (-4,10%), Maceió (-3,51%), Natal (-3,40%) e Palmas (-3,28%). Apenas Rio Branco (0,77%), Campo Grande (0,29%) e Belém (0,28%) tiveram leves elevações no período.

Para o presidente da Conab, Edegar Pretto, os resultados refletem diretamente o impacto das políticas públicas e o desempenho da agricultura brasileira. “É mais economia no bolso do povo. O Brasil está colhendo este ano a maior safra da nossa história, com o consumidor encontrando produtos mais baratos e de qualidade”, afirmou.

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Entre os produtos que mais contribuíram para a queda estão arroz, tomate, açúcar, leite integral e café em pó. O arroz agulhinha registrou retração em todas as capitais monitoradas, variando de -10,27% em Brasília a -0,34% em Palmas. O tomate também teve recuo expressivo em 26 cidades, com destaque para Porto Alegre (-27,39%). A maior oferta, impulsionada pelo período de maturação, ajudou a reduzir os preços no varejo.

O açúcar acompanhou o movimento, ficando mais barato em 24 capitais. Em Boa Vista (-6,22%) e Aracaju (-6,09%) foram registradas as quedas mais intensas, influenciadas pela baixa no mercado internacional e pelo aumento da oferta durante a safra. O leite integral também apresentou recuo em 24 capitais, com variações entre -7,27% em Porto Alegre e -0,28% em Rio Branco, cenário favorecido pelo excesso de oferta no campo e pela importação de derivados.

O café em pó ficou mais barato em 20 cidades, especialmente em São Luís (-5,09%), Campo Grande (-3,39%) e Belo Horizonte (-3,12%). A boa produtividade das lavouras e o ritmo lento nas negociações comerciais contribuíram para o avanço.

Em relação ao valor total da cesta, os menores preços médios foram registrados em Aracaju (R$ 538,10), Maceió (R$ 571,47), Natal (R$ 591,38), João Pessoa (R$ 597,66) e Salvador (R$ 598,19). Já São Paulo segue no topo do ranking, com o custo mais alto do país (R$ 842,26), seguido por Florianópolis (R$ 800,68), Cuiabá (R$ 789,98), Porto Alegre (R$ 789,77) e Rio de Janeiro (R$ 783,96). Capitais do Norte e Nordeste mantêm composição diferenciada da cesta.

A pesquisa, que ampliou sua abrangência de 17 para 27 capitais a partir de uma parceria entre Conab e Dieese, reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os resultados completos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025.




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