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Vendas de carros novos têm recuo de 8,5% em novembro

Produção nacional também caiu 11,6% na comparação a outubro, segundo Anfavea

Beatriz Mirelle
09/12/2025 | 09:03
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O volume de veículos vendidos no Brasil caiu 8,5% em novembro frente ao desempenho de outubro e 5,9% na comparação com o mesmo período em 2024. O pior cenário foi para caminhões, com queda acumulada de 8,7% no ano. Os dados são da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

A produção de veículos caiu 11,6% em novembro comparado com outubro, o que já era esperado. O recuo foi de 8,2% frente a 2024. 

“O mês passado teve quatro dias úteis a menos (por causa dos feriados). Isso interfere no desempenho. Mas o que preocupa é o resultado se olharmos o ano passado. Em novembro de 2024, a Selic estava em 11,3%. Agora, está em 15% ao ano. Os juros para pessoa física, antes em 26,4%, já chegaram a 27,4%. Esses componentes pesam nos resultados”, diz o presidente da Anfavea, Igor Calvet. Ao todo, foram emplacadas 2,410 milhões de unidades entre janeiro e novembro de 2025, aumento de 1,4% em relação à mesma época do ano passado. As vendas de importados recuaram 6,9% em novembro comparados ao mesmo mês de 2024. 

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No acumulado do ano, o emplacamento de eletrificados já soma 246 mil unidades, com aumento de 57,7% em relação a 2024.

Em novembro, foram 35,7 mil unidades exportadas, retração de 12% frente ao mês anterior, que fechou com 40,6 mil. 

Segundo a Anfavea, o programa Carro Sustentável, que reduziu o IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para veículos populares, ajudou a emplacar 201,4 mil unidades entre 11 de julho e novembro. O número indica crescimento de 14,5% ante o mesmo intervalo de 2024, que acumulou 176 mil automóveis.

“Ainda estamos com uma produção acumulada 4,1% mais alta do que nos primeiros 11 meses de 2024, mas esse crescimento está muito abaixo do que havíamos projetado para 2025, o que vem nos colocando em estado de alerta nos últimos meses. Esperamos que dezembro traga um alento às vendas de automóveis e comerciais leves. Já o segmento de pesados, o mais impactado pelos juros elevados, precisa de um olhar mais atento para que retorne a patamares normais e o setor possa garantir a manutenção de empregos”, afirma Calvet.




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