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Alerj se reúne nesta segunda para decidir sobre prisão do Rodrigo Bacellar

08/12/2025 | 12:15
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FOTO: Thiago Lontra/ALERJ
FOTO: Thiago Lontra/ALERJ Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) se reúne nesta segunda-feira, 8, para decidir se a prisão do presidente da Casa, Rodrigo Bacellar (União Brasil), será mantida ou revogada.

A primeira análise será feita na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), às 11 horas. Os deputados vão elaborar o Projeto de Resolução sobre o caso para que, depois, o texto siga para votação em plenário, às 15 horas. Nesta fase, votam os 69 deputados estaduais. São necessários ao menos 36 votos para revogar a prisão de Bacellar.

A reunião na CCJ estava marcada para sexta-feira, 5, mas foi adiada para esta segunda.

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Bacellar foi preso na manhã de quarta-feira, 3, pela Polícia Federal, alvo da Operação Unha e Carne. Segundo a PF, Bacellar é suspeito de ter vazado informações da Operação Zargun, em que o então deputado estadual TH Joias foi preso acusado de ligação criminosa com a facção CV (Comando Vermelho).

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, relator da ADPF das Favelas.

De acordo com Moraes, a PF argumentou que Bacellar "orientou o investigado na remoção de objetos da sua residência, a indicar um envolvimento direto "no encobrimento do investigado à atuação dos órgãos de persecução penal".

Em depoimento à PF (Polícia Federal), o presidente da Alerj negou ser amigo do ex-deputado estadual TH Joias, mas admitiu ter falado com ele na véspera da operação para prender o então deputado.

"Ele pede para falar comigo sozinho, no canto: ''Tá sabendo de alguma operação amanhã para mim?''. Eu disse: ''Não estou sabendo nada. Está uma fofocaiada na Casa já faz três dias de que vai ter algum problema nessa semana para deputado, onde a fumaça for''. Aí, ele fala: ''Não, beleza, eu não sei o que eu faço, se vou embora''. ''Aí é com você. Eu, se estivesse no seu lugar, só me preocuparia com a tua filha pequena. Agora você tem que saber o que você faz ou deixa de fazer''", contou o presidente da Alerj à PF.

O depoimento dele foi revelado pelo programa Fantástico, da TV Globo, neste domingo, 7.

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