Nacional Titulo Meio ambiente

Governo cria comitê técnico para apoiar funcionamento do mercado de carbono brasileiro

O grupo reunirá representantes de 14 órgãos federais, além de Estados, academia, sociedade civil, operadores de setores regulados e instituições financeiras ligadas a mercados ambientais

08/12/2025 | 10:23
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FOTO: Marcelo Camargo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, editaram decreto que institui o Comitê Técnico Consultivo Permanente do SBCE (Sistema Brasileiro de Comércio de Emissões de Gases de Efeito Estufa). O órgão será responsável por discutir a implementação do mercado regulado de carbono no País e oferecer subsídios técnicos para o aprimoramento das regras que nortearão o setor. O ato está publicado no DOU (Diário Oficial da União) desta segunda-feira, 8.

Vinculado ao Ministério da Fazenda, que presidirá o comitê, o grupo reunirá representantes de 14 órgãos federais, além de Estados, academia, sociedade civil, operadores de setores regulados e instituições financeiras ligadas a mercados ambientais.

Os representantes terão mandato de dois anos, com seleção pública para vagas destinadas a entidades setoriais - energia, indústria, mobilidade urbana, resíduos e transportes.

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Entre as atribuições do comitê estão propor melhorias para o SBCE, ao estabelecimento de critérios para credenciamento e descredenciamento de metodologias para geração de Certificado de Redução ou Remoção Verificada de Emissões (CRVE), contribuir para o Plano Nacional de Alocação de emissões e participar da elaboração do Plano Anual de Aplicação de Recursos do sistema.

O colegiado também poderá criar grupos de trabalho temáticos com duração de até um ano.

O decreto determina reuniões bimestrais e prevê uma Câmara de Assuntos Regulatórios, dedicada a manifestações sobre temas legais e regulatórios ligados ao mercado de carbono. Todas as participações serão consideradas serviço público relevante, sem remuneração.

O novo comitê consolida mais uma etapa na regulamentação do mercado brasileiro de carbono previsto pela Lei nº 15.042/2024.




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