Setecidades Titulo Assertividade

Samu da região faz um atendimento a cada três minutos

Foram 158.067 chamados de janeiro a setembro; entre as principais ocorrências estão traumas, casos clínicos, de pediatria e psiquiatria

08/12/2025 | 09:18
Compartilhar notícia
FOTO: Denis Maciel | DGABC
FOTO: Denis Maciel | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) da região realizou, de janeiro a setembro deste ano, 157.723 atendimentos, o que representa uma média de um a cada três minutos (24 por hora). No mesmo período do ano passado, foram 174.488, uma queda de 9,4%.

O maior número de ocorrências foi registrado em Mauá, com 52.566. Porém, a cidade também atende os chamados de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Em São Bernardo, houve 34.151 atendimentos, seguida de Diadema, com 32.999; Santo André, 27.593; e São Caetano, 10.414.

Os cinco principais tipos de ocorrências atendidas na região são casos clínicos, transferências inter-hospitalares, traumas, psiquiatria e pediatria.

DGABC

O Samu é um serviço de atendimento médico acionado pelo número 192 em casos graves que demandam socorro rápido. O médico intervencionista do serviço de São Bernardo, Tomás Elias Abdala, explica que, assim que o chamado é feito, uma equipe treinada realiza a triagem de acordo com as queixas do paciente e determina se o caso é de urgência ou emergência.

LEIA MAIS: Samu de São Bernardo auxilia moradora que deu à luz dentro do veículo

“A emergência é quando há um risco iminente de morte e isso determina a necessidade de velocidade deste atendimento e a ambulância que será enviada. Nem todas possuem médico, somente as destinadas a ocorrências de emergência. As de urgência contam com enfermeiros devidamente capacitados para fazer os primeiros atendimentos até a chegada ao hospital, onde o paciente será avaliado por um médico”, destaca Abdala.

O médico cita alguns exemplos de casos de emergência mais comuns: infarto, AVC (Acidente Vascular Cerebral), pessoas com insuficiência respiratória, que muitas vezes precisam ser intubadas na ambulância, acidentes de trânsito, especialmente com motocicletas, e quedas de idosos.

DESAFIOS

A assertividade na tomada de decisões e a agilidade no atendimento são essenciais em um serviço em que minutos podem determinar a sobrevivência do paciente. Os profissionais precisam superar uma série de desafios nesse processo.

Entre eles, segundo Tomás Abdala, estão as limitações de estrutura tanto no local da ocorrência quanto na própria ambulância. No veículo, geralmente há três profissionais e nem todos os recursos disponíveis em um hospital, que é um ambiente mais controlado.

“Em alguns lugares, precisamos da ajuda de uma equipe multidisciplinar, como os bombeiros, que são nossos grandes parceiros na cena (local da ocorrência). E há também a questão da segurança, para a qual contamos com a Polícia Militar e a GCM (Guarda Civil Municipal)”, descreve.

AGILIDADE

Uma estratégia que contribui para a rapidez exigida pelo serviço é o uso de motocicletas como meio de transporte capaz de chegar mais rápido ao local, levando um profissional que realiza os primeiros atendimentos emergenciais enquanto se aguarda a ambulância.

Santo André foi a primeira cidade da região a implantar o serviço da Unidade Móvel Motolância, em 2017. 




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;