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São Bernardo recebe curso piloto do Ministério da Saúde voltado a população de rua

Aula inaugural ocorre na sede do Projeto Meninos e Meninas de rua com profissionais da área

05/12/2025 | 19:14
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Denis Maciel/DGABC
Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O PMMR (Projeto Meninos e Meninas de Rua) de São Bernardo recebeu, nesta sexta-feira (5), o programa piloto e inédito EdPop Rua (Curso de Aperfeiçoamento em Educação Popular em Saúde para o Cuidado da População em Situação de Rua), iniciativa do Ministério da Saúde e do Instituto Aggeu Magalhães (Fiocruz Pernambuco). O objetivo é capacitar profissionais da saúde para um melhor atendimento ao público em situação de vulnerabilidade.

A primeira aula realizada na sede do projeto, localizada na Rua Jurubatuba, no centro, contou com a presença de 50 profissionais do Consultório de Rua e outros agentes comunitários da Prefeitura de São Bernardo. Ao todo, o Ministério da Saúde visa aperfeiçoar cerca de 5.000 trabalhadores da saúde ao redor do País.

Educadores populares e integrantes de movimentos sociais também fazem parte das aulas. O curso tem como objetivo qualificar práticas de cuidado integrais, humanizadas e territorializadas, fortalecendo ações de promoção da saúde, redução de danos e garantia de direitos para pessoas em situação de rua. 

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A formação tem carga horária de 180 horas e também foi realizada em outras duas cidades: na Capital e em Recife, em Pernambuco. O curso funciona como um projeto-piloto e poderá ser ampliado para todo o País com base nas experiências desses três municípios. As aulas acontecem em duas sextas-feiras por mês, das 8h às 17h.

O coordenador do Movimento Nacional de Luta em Defesa da População em Situação de Rua, Edvaldo Gonçalves, classificou o projeto como um divisor de águas. “No Brasil, trabalhadores que exercem atividade externa, não sabem trabalhar na rua. Saem da faculdade sem aprender e acabam conhecendo a rotina na marra”, disse Gonçalves.

De acordo com ele, o curso garante maior empatia e conhecimento com esse público. Para o coordenador, a população não precisa mais de caráter assistencialista. “Hoje, as pessoas que vivem nessas condições não querem mais assistencialismo e sim política pública. E esse projeto abre para várias formações. É para isso que serve um movimento social”, completou.

Para o diretor do PMMR de São Bernardo, Marco Antônio da Silva, o Markinhos, receber uma ação como essa é um privilégio para a luta. “O projeto é uma referência para o Grande ABC e para o Brasil. Ficamos felizes de saber que o movimento está coordenando e torcemos para que o resultado venha. Quando uma pessoa em situação de rua precisar de uma UBS (Unidade Básica de Saúde), pode ser atendida da melhor forma”, disse. 

“É um caráter inédito. Um bom passo para a gente avaliar e depois pensar em outros planos para ir ampliando. Para nós é alegria, porque as crianças de rua têm muita dificuldade de se incorporar nas políticas sociais. O impacto é para o Brasil, porque acabam não sendo vacinados e deixam doenças se agravar”, disse o diretor.

Durante o evento, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, deixou um recado para todos os profissionais presentes. “É uma grande alegria receber cada um de vocês nesta importante jornada de aprendizado e construção coletiva de conhecimento. Reconhecemos o compromisso de cada profissional, gestoras e gestores e cada liderança comunitária e sabemos que seu trabalho é essencial para consolidar o SUS (Sistema Único de Saúde mais inclusivo e humanizado”, comentou em vídeo.

Também fizeram parte da mesa de abertura o presidente da Sindserv (Sindicato dos Servidores São Bernardo), Dinailton Cerqueira; a coordenadora pelo Instituto Aggeu Magalhães, Paulette Albuquerque; a diretora do departamento de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de São Bernardo, Andressa Meloni e a assistente social e representante dos alunos, Cristine Oladeyi. 




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