Processo Sessão está agendada para 30 de março de 2026; agente foi indiciado por tentativa de homicídio
FOTO: Reprodução

A Justiça marcou para 30 de março de 2026, a audiência de instrução que pode encerrar o processo contra o policial militar Luan Felipe Alves Pereira, 30 anos, acusado de tentativa de homicídio contra Marcelo Barbosa Amaral. A sessão será realizada de forma virtual e incluirá interrogatório, instrução, debates e julgamento.
O caso ocorreu na madrugada do dia 2 de dezembro de 2024, durante uma operação policial para dispersar um baile funk na Zona Sul da Capital.
A vítima trafegava de moto quando se assustou com a presença da polícia e tentou fugir a pé. Ainda conforme a denúncia, Amaral foi atingido com golpes desferidos com um cassetete na cabeça e nas costas.
Após ser detido, a vítima foi levada pelo policial até uma ponte próxima. Nos autos, Amaral afirma que ouviu uma ordem do PM. “Ou pulava ou seria jogado com a moto”. Diante da recusa, segundo o relato, Pereira o arremessou do parapeito, o que resultou em uma queda de aproximadamente quatro metros. A vítima sobreviveu ao cair de joelhos em um córrego raso, recebendo ajuda de moradores em situação de rua antes de buscar atendimento médico.
A denúncia foi recebida em 23 de janeiro de 2025, e o PM passou a responder formalmente ao processo. Ele estava preso preventivamente desde o dia 5 de dezembro e foi solto em abril deste ano após a Justiça conceder um habeas corpus. O PM segue afastado do trabalho operacional.
De acordo com o advogado criminalista Victor Araújo, a audiência de instrução marcada pode ser decisiva. “Nesse dia, são ouvidos os policiais, testemunhas de acusação, defesa e o réu. Se o juiz entender que já existem provas suficientes, ele pode dar a sentença na hora. Caso entenda que ainda falta alguma prova, ele converte a audiência em diligência e marca nova data”, explicou.
Além de Pereira, outros 12 policiais se envolveram na ocorrência, todos eles do 24º Batalhão de Polícia Militar de Diadema.
Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.