Economia Titulo Impactos da sobretaxa

Comitê Regional de Monitoramento do Tarifaço realiza primeira reunião

Indústrias, sindicatos, universidades, e outras entidades ligadas ao Grande ABC integram grupo

05/12/2025 | 08:48
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FOTO: Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O Comitê Regional de Monitoramento dos Efeitos do Tarifaço, criado para acompanhar os impactos da sobretaxa de 50% imposta pelo governo dos Estados Unidos a produtos brasileiros, realizou ontem a primeira reunião. O encontro virtual foi coordenado pela Agência de Desenvolvimento do Grande ABC. O grupo reúne associações empresariais, prefeituras, sindicatos de trabalhadores e instituições acadêmicas da região.

O comitê nasce com o objetivo de acompanhar os efeitos econômicos da nova política tarifária, produzir análises qualificadas sobre a situação das exportações regionais e organizar medidas conjuntas de adaptação e defesa da competitividade produtiva da região. Ao reunir diferentes atores, o espaço fortalece a capacidade regional de resposta diante de um cenário internacional adverso.

IMPACTOS

Durante a reunião, o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), por meio da subseção no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, apresentou um panorama detalhado sobre os impactos já observados. Segundo o estudo, as exportações do Grande ABC para os Estados Unidos recuaram de forma significativa após a imposição da tarifa de 50% pelo governo do presidente Donald Trump. 

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O levantamento aponta perdas expressivas em setores estratégicos – especialmente na indústria metalúrgica, que responde por 78% das exportações regionais e concentra a maior parte do impacto.

A reunião também contou com contribuições de lideranças empresariais e sindicais, entre elas representantes da Abimaq (Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos ), da Abipeças (Associação Brasileira da Indústria de Autopeças), das empresas Prometeon, B.Grob, Continental Parafusos, além dos Ciesps (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) São Bernardo e Diadema e do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC.

O presidente da Agência de Desenvolvimento do Grande ABC e secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, Aroaldo Silva, destacou que o encontro consolida a região como referência nacional na busca de respostas estruturadas para um cenário de instabilidade internacional. 

“O tarifaço não é apenas um desafio conjuntural, é um alerta sobre a necessidade de reposicionarmos o Grande ABC no cenário internacional. Com dados, planejamento e articulação entre todos os atores, estamos construindo respostas para proteger empregos, apoiar nossas empresas e abrir novas rotas de inserção global”, comentou.

Os participantes também ressaltaram a necessidade de redirecionamento de mercados, buscando ampliar a inserção internacional das empresas da região, e defenderam a importância de uma atuação mais assertiva do governo federal por meio de iniciativas como o programa Brasil Soberano. 

Outro ponto enfatizado foi a urgência em fortalecer a diversificação produtiva como resposta estratégica ao cenário internacional.




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