CDHU Obra iniciada há dez dias está prevista para ser entregue em 2026, no dia do aniversário da cidade
FOTO: Celso Luiz/DGABC

As obras de reconstrução da Praça da Cidadania de Santo André foram iniciadas há dez dias, em 24 de novembro, com previsão de conclusão em oito meses, segundo o Fundo Social de São Paulo, que realiza o projeto em parceria com a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo). Porém, de acordo com a apuração do Diário, a entrega será antecipada para 8 de abril de 2026.
O presidente da CDHU, Reinaldo Iapequino, entrou em contato na segunda-feira (1º) com o prefeito de Santo André, Gilvan Ferreira (PSDB), e informou que o prazo seria reduzido para que fosse possível entregar o equipamento renovado à população do Jardim Santo André no dia do aniversário da cidade.
Primeira Praça da Cidadania do Grande ABC, a unidade andreense, entregue em 2019, estava abandonada, conforme o Diário havia denunciado no início de outubro deste ano. O Estado havia investido R$ 4,5 milhões em sua construção.
A área destinada aos cursos de capacitação, cujas aulas estavam paralisadas por problemas na estrutura do imóvel, foi depredada. Em vez de salas, os moradores encontravam apenas paredes, sem portas e janelas, além de cacos de vidro, pedaços de madeira e alvenaria pelo chão.
A revitalização, que estava prevista para o primeiro semestre do próximo ano, com investimento de R$ 3,3 milhões, foi antecipada. De acordo com o Fundo Social do Estado, no momento está sendo realizada a retirada de materiais e a preparação do local, etapa essencial para o avanço da construção.
Com 7.000 metros quadrados, o espaço possui ainda quadras esportivas, parque infantil e academia ao ar livre, estruturas que seguem sendo utilizadas pelos moradores da região.
O Programa Praça da Cidadania foi idealizado pelo Fundo Social de São Paulo e instituído pelo Governo do Estado de São Paulo, com o objetivo de promover espaços destinados à proteção e inclusão social, ao aperfeiçoamento profissional e à participação comunitária de pessoas em situação de vulnerabilidade social.
Por isso, para ser contemplada com uma unidade do equipamento público, a cidade precisa ter altos índices de vulnerabilidade social cadastrados no CadÚnico (Cadastro Único para Programas Sociais). O terreno é disponibilizado pelas prefeituras, parceiras do Estado no projeto. Após a construção, o município fica responsável pela gestão dos espaços abertos e o Fundo Social de São Paulo pela manutenção do edifício da Escola de Qualificação Profissional e execução dos cursos.
No Grande ABC, São Bernardo e Mauá possuem Praça da Cidadania. As unidades foram entregues, respectivamente, em agosto de 2025 e dezembro de 2024. O Fundo Social planeja ainda o desenvolvimento de uma unidade em Diadema.
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