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Celular irregular pode gerar perda de R$ 4 bilhões ao País

‘Comércio cinza’, que envolve aparelhos não homologados, impacta arrecadação de tributos

30/11/2025 | 00:10
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FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil
FOTO: Tânia Rêgo/Agência Brasil Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


 O chamado ‘comércio cinza’ de celulares – aparelhos vendidos sem o selo de homologação da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) – deve causar, em 2025, uma evasão fiscal de R$ 4 bilhões ao Brasil, segundo estimativas da Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica).

Mesmo com a redução do percentual de aparelhos irregulares comercializados, que deve cair de 20% para 15% do total de vendas, o prejuízo aumentará devido ao crescimento do valor médio gasto nessas compras, que passou de R$ 1.000 para R$ 2.000 em apenas um ano.

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A Abriq (Associação Brasileira de Infraestrutura da Qualidade) reforça que, além do impacto econômico e da concorrência desleal com empresas regulares, a comercialização de celulares sem homologação representa riscos diretos aos consumidores.

“A homologação pela Anatel é a garantia de que o celular passou por uma série de testes técnicos e de segurança. São avaliados aspectos como desempenho, segurança elétrica, compatibilidade eletromagnética e limites de radiação. Um produto sem essa certificação pode oferecer riscos de superaquecimento, falhas de funcionamento, choques elétricos e até explosões”, explica Kim Rieffel, vice-presidente de Telecomunicações da Abriq.

A homologação é um processo obrigatório no Brasil e tem como objetivo certificar que os produtos de telecomunicações atendem aos requisitos técnicos e regulatórios exigidos para operar nas redes nacionais.

“O que muitas vezes atrai o consumidor é o preço mais baixo, mas o custo real pode vir em forma de prejuízo, insegurança e falta de garantia. Além disso, o mercado irregular prejudica toda a cadeia produtiva e reduz a arrecadação de impostos que poderiam ser revertidos em políticas públicas”, complementa Rieffel.

A Anatel mantém um banco de dados público para que consumidores possam verificar se o aparelho é homologado antes da compra. A Abriq recomenda sempre consultar o selo de certificação e desconfiar de preços muito abaixo da média de mercado.

“Optar por um celular homologado é investir em segurança, qualidade e na economia formal do País. É um ato de responsabilidade com o próprio consumidor e com o Brasil”, conclui o vice-presidente.

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