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Na região, Santo André e São Bernardo lideram ranking de reciclagem

Enquanto líderes têm processos consolidados e grandes volumes de reciclados, Diadema e Rio Grande ainda constroem política para o setor

29/11/2025 | 10:00
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André Henriques/DGABC
André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em meio ao crescente desafio ambiental que mobiliza as cidades do Grande ABC, os números da reciclagem mostram um cenário desigual na região. Enquanto alguns municípios transformam a gestão de resíduos em política pública estruturante, outros ainda estão no básico. O Diário elaborou um ranking regional com base em dados enviados pelas Prefeituras – apenas Ribeirão Pires não respondeu –, o qual traz Santo André e São Bernardo na liderança, enquanto Diadema e Rio Grande ficam aquém do necessário para enfrentar os desafios que o lixo traz às administrações.

Apenas duas cidades declararam os investimentos no setor. A Prefeitura de São Bernardo aporta R$ 2.186.874 e a Diadema, R$ 150.000, totalizando R$ 2.336.874 por mês. O governo de Santo André não divulgou orçamento exclusivo para reciclagem, mas investe R$ 13 milhões por mês na coleta de lixo. 

O ranking foi elaborado com base na taxa de reciclagem, volume de recicláveis coletados, abrangência da coleta seletiva, operação e infraestrutura, além de educação ambiental e programas de conscientização.

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No topo da lista, Santo André consolida sua posição como referência regional e se apresenta como vitrine de políticas ambientais. Só em 2024, a cidade recolheu 13.329,36 toneladas de recicláveis, somadas a 9.850,75 toneladas até setembro deste ano. A coleta seletiva porta a porta ocorre em Santo André há quase 30 anos, em todos os bairros.

A média diária de 35 toneladas coloca a cidade entre as mais produtivas da região, sustentada por uma estrutura ampla: são 30 Estações de Coleta, 112 PEVs (Pontos de Entrega Voluntária) e uma rede de programas que vai de ações em condomínios a iniciativas como Moeda Verde, Moeda PET, A3P (Agenda Ambiental na Administração Pública) e compostagem municipal. <EM>Com atuação muito próxima de Santo André, São Bernardo, tem grande volume de recicláveis e investimento robusto. Em 2024, foram 14.578,41 toneladas de materiais reaproveitáveis, com 10.978,99 toneladas efetivamente recicladas. Em 2025, até setembro, o volume chegou a 11.773,73 toneladas, das quais 7.939,41 toneladas voltaram à cadeia produtiva. Com média diária de 41,91 toneladas coletadas, a taxa de aproveitamento do material chega a 74,35%.

A Prefeitura são-bernardense investe R$ 1,18 milhão por mês apenas na coleta seletiva, além de R$ 751 mil para operação de centrais de triagem e R$ 247 mil na educação ambiental. O município ainda mantém um programa de Pagamento por Serviços Ambientais que remunera cooperativas com R$ 185,96 por tonelada, política pública de grande relevância na região.

A terceira posição do ranking é de São Caetano, que recicla apenas 3% de todos os resíduos que produz, mas com potencial de crescimento. A cidade coleta 150 toneladas por mês, o serviço abrange todo o município e a Prefeitura acaba de inaugurar uma central capaz de processar 500 toneladas mensais. O governo aposta na conscientização e distribuição de sacos amarelos e big bags para ampliar a adesão. 

Em quarto lugar, Mauá avança com iniciativas de engajamento, como o programa Troca Verde, que transforma recicláveis em alimentos, mas ainda coleta pouco, cerca de 211 toneladas em 2024 e 224 toneladas até outubro de 2025, operando com 50 PEVs e cobertura restrita a seis bairros.

Diadema surge em quinto, apesar da coleta seletiva porta a porta em toda a cidade. Com apenas 35 toneladas por mês e taxa de reciclagem de 0,45%, o município enfrenta dificuldades de adesão e contaminação dos resíduos. A cidade investe R$ 60 mil por mês nas cooperativas e R$ 90 mil na operação do caminhão de coleta.

Na última posição, Rio Grande, representa o desafio das cidades que ainda estão começando a construir sua política pública de reciclagem. Com coleta de cerca de 1 tonelada por mês, dependência de sucateiros locais e coleta porta a porta prevista apenas para 2026, a cidade vive uma fase inicial, marcada por ações educativas e de conscientização. 




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