Economia aos cofres públicos As intervenções atuais abrangem uma área de 8 mil metros quadrados, preparada para receber 500 mil toneladas de resíduos
FOTO: Renato Silva/PSA

Santo André avança em uma nova etapa das obras de ampliação do Aterro Sanitário Municipal, investimento que vai garantir mais dois anos de vida útil ao único aterro público do Grande ABC. As intervenções atuais abrangem uma área de 8 mil metros quadrados, preparada para receber 500 mil toneladas de resíduos.
Além de assegurar a destinação ambientalmente correta dos resíduos orgânicos, o equipamento representa economia significativa aos cofres públicos. Segundo o prefeito Gilvan Ferreira, operar um aterro próprio evita gastos anuais de R$ 72 milhões. “Com essa economia, conseguimos investir em outras políticas públicas que incentivam a separação e o descarte correto dos resíduos, ampliando a reciclagem e prolongando ainda mais o tempo de operação do aterro”, destacou.
A ampliação seguirá em 2026, quando uma nova área de 15 mil metros quadrados será incorporada ao sistema, permitindo que o aterro opere por mais cerca de cinco anos. As obras incluem escavação, compactação e impermeabilização do solo com mantas especiais, que impedem a contaminação do lençol freático, além da instalação de drenos para captação de chorume – líquido gerado pela decomposição da matéria orgânica.
O processo também envolve o controle de gases de efeito estufa. “Transformamos o gás metano em gás carbônico, que tem potencial de aquecimento global cerca de 30 vezes menor”, explicou o secretário de Meio Ambiente e Mudanças Climáticas, Edinilson Ferreira dos Santos.
Atualmente, o Semasa destina ao aterro mais de 200 mil toneladas de resíduos por ano. Para reduzir esse volume, o município tem fortalecido programas socioambientais como o Moeda Verde – que troca recicláveis por frutas, legumes e verduras – e o Baldinho Verde, que incentiva o reaproveitamento de orgânicos.
A cidade também amplia iniciativas de compostagem. O Quintal Verde, espaço que recebe resíduos de feiras livres e de moradores para processamento local, terá dez unidades em funcionamento até 2028, reforçando o compromisso andreense com a gestão sustentável de resíduos.
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