Política Titulo Com prédio invadido

MLB condiciona desocupação à liberação de 158 apartamentos em Diadema

Movimento que ocupa antigo hospital cobra Paço por assinatura para construir empreendimento

Bruno Coelho
27/11/2025 | 19:35
Compartilhar notícia
Divulgação
Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Com uma invasão que perdura há mais de 80 dias no imóvel particular na Rua Oriente Monti com a Avenida Alda, no Centro de Diadema, o MLB (Movimento de Luta nos Bairros) foi nesta quinta-feira (27) ao Legislativo, para cobrar o governo do prefeito Taka Yamauchi (MDB) sobre o empreendimento habitacional na Rua Canadá. O grupo condiciona a construção de 158 unidades habitacionais, com financiamento já aprovado pelo programa federal Minha Casa Minha Vida - Entidades, para desocupar o prédio abandonado.

O terreno fora cedido pela gestão do ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) para o grupo, que obteve aval do Minha Casa Minha Vida Entidades para tirar do papel 158 apartamentos. “Nós precisamos somente da assinatura da Prefeitura para que esse empreendimento saia, mas está se negando a assinar tudo que essas famílias conquistaram. Isso é um absurdo. No dia 7 de setembro, fizemos uma ocupação. E a ocupação hoje está servindo de moradia a essas famílias. Enquanto esse empreendimento não sair, a ocupação fica”, afirmou Maria Cristina Damázio, uma das coordenadoras do MLB.

O terreno destinado para abrigar o projeto habitacional foi cedido pelo governo do ex-prefeito José de Filippi Júnior (PT) para o MLB promover a construção dos apartamentos, mediante a cessão da área, entre as ruas Canadá e Bolívia, aprovada pelo Legislativo em novembro do ano passado. Entretanto, apesar da proposta aprovada pelo Ministério das Cidades, o projeto segue travado na gestão diademense, em decorrência do impasse envolvendo à invasão Centro.

DGABC

A manifestação no auditório da Câmara gerou um clima de discussão entre os representantes do grupo com vereadores da base aliada. Por outro lado, o movimento recebeu apoio da bancada do PT. “O que precisamos nesta Casa é de responsabilidade com cada uma das pessoas que estão aqui, e precisamos fazer com que a lei se cumpra”, protestou Patty Ferreira (PT).

Líder de governo, Juninho do Chicão (Progressistas) pediu tempo para que o grupo e a Prefeitura deem fim às divergências. “O MLB nunca ficou sem ser ouvido. Inclusive, na terça-feira, vocês foram ao Paço, que dialogou, e falta uma assinatura única. Nós precisamos ter serenidade para buscar o equilíbrio. O governo entregará uma resposta nos próximos dias. Então é muito precoce a gente intervir. Se faltar negociação, aí cabe essa Casa tomar providência”, frisou.

Segundo a lei na qual há a cessão do terreno será renogada caso a donatária, no caso o MLB, deixe de dar início à execução da obra no prazo de quatro anos contados a partir da doação. Desde setembro, Prefeitura e movimento tentam chegar a um consenso quanto à invasão em meio a um impasse judicial. O imóvel na Avenoda Alda, usado para moradia, econtra-se em condições precárias para tal finalidade.




Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


;