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Na região, cartas de 478 crianças podem ser apadrinhadas

Pedidos ao Papai Noel dos Correios incluem drones, protetor auricular, barraca e roupas; recebimento de presentes acontece até 19 de dezembro

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
22/11/2025 | 20:19
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ILUSTRAÇÃO: Agostinho Fratini
ILUSTRAÇÃO: Agostinho Fratini Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O espírito de Natal já tomou conta do Grande ABC. Até sábado (22), 478 cartas de crianças da região foram cadastradas na campanha Papai Noel dos Correios, todas à espera de um padrinho ou madrinha. Os pedidos são escritos com caligrafias recém-aprendidas ou com ajuda de familiares.

São Bernardo é o município da região com o maior número de cartas cadastradas, com 154. Na sequência aparecem Santo André (104), Mauá (109), Diadema (63), Rio Grande da Serra (27) e Ribeirão Pires (21). Até o momento, São Caetano não tem registros.

Os pedidos variam de brinquedos tradicionais a itens que contam muito sobre o cotidiano das crianças. Um menino de 13 anos, de Diadema, que se identifica como pessoa com deficiência intelectual, diz gostar de chuva, futebol e ônibus, e pede um protetor auricular “porque minha irmã grita muito”.

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Em São Bernardo, uma garotinha de 4 anos escreve que é “muito carinhosa, esperta e estudiosa” e sonha com um tablet. “Em dezembro, dia 31, completarei cinco anos, ficarei ‘muito muito’ feliz se ganhar um tablet. Que Deus nos abençoe. Um beijo”, diz trecho da carta.

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“Meu sonho sempre foi ganhar uma piscina bem grande para brincar com minha irmã e meus primos. Minha mãe não tem condições de comprar agora”, diz uma pequena de Mauá, de 5 anos.

Há também quem queira se divertir ao ar livre, com pedidos de patinete, triciclo e até bicicleta que aparecem nas cartas. Um garoto de Santo André, de 8 anos, relata que a mãe trabalha fazendo unhas e vendendo bolos para complementar a renda e pede, com cuidado, que gostaria de ganhar qualquer presente, e que o importante é ser lembrado.

“O mais importante é ser obediente, gentil e ajudar os amiguinhos, e eu fui uma criança ‘muiito’ boazinha. Este ano me comportei direitinho e por isso gostaria de ganhar um unicórnio bem fofinho, um carrinho cor de rosa e um cachorro de pelúcia. Eu ficaria muito feliz e grata se pudesse realizar um dos meus desejos”, relata carta da pequena moradora de Santo André, que tem 3 anos.

Um menino de Diadema, de 6 anos, é direto e simples: quer um drone. Já em outra carta, de uma criança de 7 anos, ela explica que é órfã, mora com a avó e a tia, e gostaria de ganhar um patinete. Os pedidos de roupas, perfumes e material escolar também aparecem com frequência, um retrato de que, para muitas famílias, itens básicos se tornam desejos de Natal.

COMO ADOTAR?

O apadrinhamento pode ser feito no site da campanha (blognoel.correios.com.br) ou diretamente em uma das agências participantes. A adoção vai até 15 de dezembro, e o prazo para entrega dos presentes nas agências segue até 19 de dezembro.

QUEM PODE ESCREVER?

Crianças também podem enviar suas próprias cartinhas. Basta fotografar o pedido de forma legível, clicar em Cadastrar Carta no site, preencher o formulário e enviar.

Podem participar crianças em situação de vulnerabilidade social; crianças de até 10 anos; crianças PcD (Pessoa com Deficiência), independentemente da idade; estudantes da rede pública até o 5º ano do ensino fundamental, selecionados pelas secretarias de Educação. É permitida apenas uma carta por criança.

Nos bilhetes, cabem mundos inteiros com sonhos, medos, rotinas e expectativas de crianças para quem o Natal tem um significado especial. Uma menina de 3 anos, de Santo André, conta que está na creche e “não briga com os amiguinhos” antes de pedir uma roupa bonita e um laptop infantil. 

INICIATIVA

Criada há 36 anos por funcionários, a campanha Papai Noel dos Correios se tornou uma mobilização solidária do País. A iniciativa conecta crianças que escrevem seus pedidos, guiadas por professores ou familiares, a voluntários que se dispõem a atender esses desejos.




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