Eleições Partido em São Paulo projeta eleger até quatro deputados federais e seis estaduais, mesmo em meio à tendência de baixas
FOTO: DGABC

O PSDB, que por anos chegou a disputar os holofotes da política nacional com o PT, agora tenta recuperar parte do espaço antes ocupado. Segundo o presidente estadual do partido e ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, a legenda sabe que ainda pode perder alguns nomes, principalmente na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo), mas segue ao mesmo tempo atraindo novos quadros. Para o tucano, a sigla pode projetar um cenário para eleger quatro deputados federais e seis estaduais na eleição de 2026.
Em cenário de contraste a tempos não tão longínquos, o partido admite ter pretensões mais modestas, após governar o Estado de São Paulo por quase três décadas e o País por oito anos, com Fernando Henrique Cardoso, entre 1995 e 2002. Na eleição de 2014, por exemplo, os tucanos alçaram 14 deputados federais para a bancada paulista no Congresso Nacional e 22 estaduais. Em 2022, os números caíram para três representantes na Câmara Federal e nove na Alesp.
Paulo Serra afirmou que o partido foi prejudicado por disputas internas e rachas, principalmente ao abrir mão de disputar o Palácio do Planalto na última eleição. Diante desse cenário, a legenda viu seu espólio migrar para o PL e outros partidos de centro-direita, como o PSD. “Dentro desse processo de reposicionamento do PSDB, claro que, quantitativamente, vemos as perdas numéricas a uma legenda que já governou o País e mais da metade dos Estados. Hoje, é pago o preço, principalmente por não ter lançado candidato à presidência da República em 2022”, pontuou o andreense.
Hoje, o PSDB conta com apenas dois deputados federais por São Paulo: Paulo Alexandre Barbosa, ex-prefeito de Santos, e Vitor Lippi, que por sua vez comandou Sorocaba, enquanto Carlos Sampaio deixou o tucanato para se filiar ao PSD. Na Alesp, há expectativas de novas baixas, como da deputada estadual Carla Morando (PSDB), que deverá acompanhar o marido, Orlando Morando, ex-prefeito de São Bernardo, a um novo partido e apenas aguarda a janela de transferência partidária, entre março e abril de 2026.
O presidente estadual reconheceu que a bancada pode ter uma redução no Parlamento paulista. Porém, acredita na permanência de mais da metade dos deputados nos quadros da sigla. Por outro lado, o tucano cita outras lideranças que terão os nomes registrados nas urnas eletrônicas, como o ex-prefeito de Campinas Hélio de Oliveira Santos, o Doutor Hélio, recém-filiado visando, provavelmente, a uma vaga de deputado federal em 2026.
“Para essa eleição queremos fazer uma bancada de 25 a 30 deputados federais em todos os Estados do Brasil, justamente para retomar o protagonismo e disputar novamente, de maneira relevante, as eleições municipais de 2028, principalmente visando a 2030. No caso de São Paulo, queremos fazer de três a quatro federais e de quatro a seis estaduais. Estamos montando uma chapa muito relevante”, disse Paulo Serra.
O partido também mantém esperanças em Felipe Augusto e Marcos Neves, ex-prefeitos de São Sebastião e Carapicuíba, respectivamente, e no diretor do Sebrae-SP (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), Marco Vinholi. Pelo Grande ABC, Paulo Serra citou os vereadores Bahia do Lava-Rápido, de Santo André, e Leonardo Alves, de Mauá, como quadros que disputarão vagas de deputados federais.
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