Descontos Data, que é realizada no Brasil desde 2010, transformou novembro no segundo mês mais rentável ao comércio, antes era apenas o sexto
FOTO: Agência Brasil

Ao menos um terço dos consumidores considera comprar um novo smartphone na Black Friday (28 de novembro). É o que revela uma pesquisa realizada pela Ipsos, sob encomenda da marca chinesa de celulares Jovi. O estudo indica também que 30% dos consumidores talvez adquiram um smartphone no tradicional dia de descontos. O preço médio da intenção de compra é de R$ 2.492, valor que, segundo a fabricante, se aproxima dos preços dos celulares “de entrada”.
A pesquisa mostra ainda que 22% dos entrevistados estão poupando dinheiro para compras na temporada de promoções, enquanto 21% planejam a maioria das aquisições “não urgentes” para esse momento. Quase um quinto (19%) diz possuir uma reserva financeira disponível para a Black Friday.
Na contramão, 34% afirmam não guardar dinheiro nem ter reserva específica para a Black Friday. Para 32%, “depende muito da urgência ou do valor do produto”, enquanto 26% não costumam esperar, preferindo comprar por necessidade ou quando encontram boas ofertas.
O estudo quantitativo foi realizado on-line pela Ipsos. A coleta ocorreu entre 22 e 28 de outubro, com 1.200 entrevistas com homens e mulheres de 18 anos ou mais das classes ABC, em todas as regiões do País. A margem de erro é de 2,8 pontos porcentuais.
Dados divulgados pela Fecomércio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo) mostram que novembro se tornou o segundo mês com maior faturamento para o varejo paulista, atrás apenas de dezembro. O aumento se deve à Black Friday, data esperada pelos consumidores para a aquisição de eletrodomésticos e eletroeletrônicos.
Na composição anual, o mês de novembro representou 9,1% do faturamento do varejo em 2024. Esse foi o segundo maior da história, atrás apenas de 2020 (9,6%). Em 2008, antes da data ser assimilada pelo comércio paulista, esse número era de 7,9%.
No Brasil, a Black Friday foi adotada em 2010. Antes disso, novembro era apenas o sexto mês mais relevante para o comércio varejista em São Paulo. Dois anos após sua implementação, em 2012, o penúltimo mês do ano já havia subido duas posições e representava o quarto maior faturamento anual.
Já na comparação com dezembro, tradicionalmente o mais aquecido para o comércio, o mês da Black Friday foi superado em apenas 0,7 ponto porcentual. A Fecomercio avalia que a tendência é de maior competição entre os dois últimos meses do ano, em volume de vendas e faturamento do varejo.
A data ainda é apontada como responsável por reestruturar o consumo de bens com valores elevados, como eletrodomésticos e eletroeletrônicos. “Muitos consumidores adiam a compra desses produtos para a Black Friday. Isso provocou um deslocamento do faturamento desses segmentos”, aponta Thiago Carvalho, assessor econômico da Fecomercio-SP.
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