Câmara A Comissão Parlamentar de Inquérito instaurada tomou a decisão na manhã desta quarta-feira (19)
FOTO: André Henriques | DGABC

Stefânia Wludarski, ex-secretária da Fazenda na gestão do então prefeito José Auricchio Júnior (PSD), devidamente notificada não comparece à Câmara para prestar esclarecimentos sobre a dívida de R$ 1,15 bilhão. O passivo financeiro, em parte, foi gerado nos últimos meses da gestão encerrada em dezembro de 2024. Com a ausência da responsável pelas finanças da Prefeitura até 2024, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Dívida aprovou a condução coercitiva da testemunha.
A ex-secretária era esperada para a oitiva na manhã desta quarta-feira (19) na Câmara. O grupo de trabalho formado pelos vereadores César Oliva (PSD), presidente, Edison Parra (Podemos), relator, e Marcel Munhoz (Progressistas), proponente, busca apurar se houve má-fé, ordem para possíveis pedaladas fiscais e contábeis, ou se o alto endividamento se deu sem a intenção de lesar a municipalidade e prejudicar futuras gestões.
Sem o depoimento com esclarecimentos de Stefânia, estes pontos ainda permanecem obscuros, após a análise de 30 mil páginas de documentos.
Com a coercitiva aprovada, agora a Procuradoria da Câmara notifica a Justiça, que vai dar os devidos encaminhamentos legais. Se necessário, o uso da força policial não fica descartada. Ainda não há uma data para a nova oitiva.
*Reportagem em atualização
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