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Décimo terceiro deve injetar R$ 4,7 bilhões na economia do Grande ABC

Montante envolve os pagamentos a trabalhadores com carteira assinada e aposentados; valor é 14,63% superior ao movimentado no ano passado

Nilton Valentim
19/11/2025 | 08:37
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FOTO: Denis Maciel | DGABC
FOTO: Denis Maciel | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O pagamento do 13º salário deverá injetar R$ 4,7 bilhões na economia do Grande ABC, segundo dados levantados pela Subseção do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), que funciona no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, com base em números da Rais (Relação Anual de Informações Sociais), do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), ambos do Ministério do Trabalho e Emprego, além de informações do Ministério da Previdência Social. Serão R$ 3,3 bilhões provenientes de trabalhadores com carteira assinada e R$ 1,4 bilhão de aposentados e pensionistas da Previdência Social.

O valor total deste ano é 14,63% superior aos R$ 4,1 bilhões, que foi o montante recebido por trabalhadores, aposentados e pensionistas das sete cidades em 2024. Vale destacar que a inflação acumulada nos últimos 12 meses, encerrados em outubro, foi de 4,68%.

O Grande ABC representa cerca de 1,26% de todo o valor pago em 13º salário no País, estimado em R$ 369,4 bilhões para 2025, segundo estudo do escritório nacional do Dieese. Ao todo, cerca de 1,4 milhão de pessoas na região serão beneficiadas pelo pagamento do abono de fim de ano, incluindo 911,3 mil trabalhadores com carteira assinada e 536,9 mil beneficiários da Previdência Social.

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METALÚRGICOS

Os trabalhadores da base do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC vão receber R$ 490,3 milhões de 13º salário. São 73,3 mil pessoas com vínculo nas indústrias de São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, e rendimento médio mensal de R$ 6.687,73, a categoria representa 5,1% do total de trabalhadores que deverão receber algum abono de fim de ano na região. Ainda assim, os metalúrgicos respondem por 10,5% do montante total previsto para 2025.

De acordo com o presidente do sindicato, Moisés Selerges, quando se trata de emprego e dos direitos garantidos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), conjunto de regras que assegura direitos como férias, 13º salário, jornada definida e proteção trabalhista, ocorrem impactos concretos na vida das pessoas e na dinâmica econômica.

“O 13º salário é um exemplo claro: ele injeta recursos significativos na nossa região e contribui para a geração de novos postos de trabalho, já que os trabalhadores vão consumir, movimentar o comércio e impulsionar a economia. Por isso, recebemos com satisfação a entrada desse valor na economia local. Que continue assim, para que todos possam ganhar”, afirmou.

Comparada ao total de trabalhadores formais da região, a categoria representa 8% dos empregos, mas responde por 14,8% de todo o valor pago aos trabalhadores com carteira assinada. Em relação aos demais trabalhadores da indústria de transformação, os metalúrgicos do ABC concentram 36,1% do total destinado ao pagamento do 13º salário nesse setor.




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