COP30 Sindicato do ABC amplia atuação e participa de três painéis em Belém
FOTO: Divulgação | Jordana Mercado

O Sindicato dos Metalúrgicos do ABC ampliou sua atuação política na COP30 ao integrar três painéis em Belém. A entidade levou à conferência o posicionamento de que a transição energética deve gerar emprego, fortalecer a indústria nacional e impulsionar uma neoindustrialização baseada em tecnologia desenvolvida no Brasil.
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Na quinta-feira (13), no espaço dedicado à sociedade civil, o diretor-administrativo do sindicato, Wellington Messias Damasceno, participou do painel Soluções Brasileiras para a Transição Justa: Indústria, Mobilidade e Desenvolvimento Sustentável. Ele destacou que o trabalhador precisa estar no centro da transição energética. “Não basta discutir metas ambientais ou tecnologias. É preciso qualificação profissional, diálogo amplo e políticas que promovam reindustrialização com foco no bem-estar da população”. Na sexta-feira (14), Wellington integrou o painel Programa Mover, eletrificação e criação de novos empregos, realizado a bordo da embarcação JAQ Hidrogênio. A atividade simbolizou, segundo ele, a diversidade de caminhos para a descarbonização no Brasil. “Debatemos etanol, hibridização, eletrificação e hidrogênio. Todas as rotas são possíveis, desde que apoiadas por políticas industriais que garantam tecnologia e emprego produzidos aqui”, explicou. Ainda no dia 14, o sindicato participou do painel Descarbonizando o setor de transportes: soluções brasileiras para o mundo, defendendo que a transição energética não pode ocorrer às custas da base produtiva. “É possível descarbonizar combinando diferentes modais e tecnologias, garantindo oportunidades e qualidade de vida para os trabalhadores”, completou Wellington. O presidente do sindicato, Moisés Selerges, que também esteve na Conferência, avaliou que a presença na COP30 reforça o papel dos trabalhadores nos debates globais. “Mais uma vez, o sindicato marca posição. Nosso compromisso é com políticas públicas que atendam quem produz a riqueza do país. O diálogo entre trabalhadores, empresas e governo é o caminho para soluções reais”, disse. Segundo ele, a participação em painéis estratégicos demonstra que a transição energética precisa ser acompanhada de medidas concretas. LEIA MAIS: Em São Bernardo, Sindicato dos Metalúrgicos se diz otimista com futuro do Brasil
A intervenção da região ganhou mais força com a participação de Aroaldo Oliveira da Silva, presidente da IndustriALL-Brasil e da Agência de Desenvolvimento Econômico do Grande ABC, que apresentou experiências regionais e defendeu a construção de um plano robusto para enfrentar os desafios climáticos. Com presença ativa e propostas consistentes, os Metalúrgicos do ABC encerraram sua participação reafirmando que a transição energética precisa ser inclusiva, soberana e baseada em diálogo social, negociação coletiva, contrapartidas industriais e qualificação permanente.<TL>
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