LOAs Em Santo André e São Bernardo, os valores passam da barreira de R$ 1 bi no setor em 2026
Celso Luiz/DGABC

Com previsão de atender a mais de 190 mil alunos e 16 mil professores nas redes municipais de ensino em 2026, o Grande ABC aponta R$ 4,3 bilhões em despesas e investimentos na educação para o período. Em comparação às previsões orçamentárias deste ano, com cifras de R$ 4 bilhões, as estruturas escolares terão uma estimativa de ascensão de 8,3% nas receitas orçamentárias do próximo exercício. São Bernardo e Santo André superam, cada, R$ 1 bilhão destinado ao segmento.
Mirando um orçamento de R$ 7,5 bilhões, São Bernardo prevê R$ 1,5 bilhão na educação. A rede municipal é contemplada por 178 escolas e 45 creches conveniadas. A previsão em 2026 é de aproximadamente 72,5 mil estudantes matriculados, com 6.682 professores. Segundo a LOA (Lei Orçamentária Anual) do próximo ano, estão previstos R$ 37,9 milhões para aquisição de uniformes e R$ 10,1 milhão na material escolar.
“Entre as metas para 2026, estão erradicar o analfabetismo ao fim do 2º ano do ensino fundamental e recompor as aprendizagens em língua portuguesa e matemática também no fundamental inicial, trabalho que iniciamos. Temos a certeza de que venceremos os desafios. Alcançarmos a excelência do 2º e 5º anos no Saresp <CF51>(Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo)</CF> e meta de 80% no indicador criança alfabetizada do Ministério da Educação”, disse o secretário de Educação de São Bernardo, Júlio Cesar da Costa.
Em Santo André, a educação municipal terá à disposição R$ 1 bilhão dos R$ 5,6 bilhões do valor global de receita. A cidade espera atender 44 mil crianças e adolescentes no próximo ano letivo. “Nós estamos ampliando o atendimento da educação integral para 2026 tanto na educação infantil, quanto no ensino fundamental. A expectativa é que isso ocorra a cada ano. Além disso, vamos investir, ainda mais, na educação inclusiva, ampliação do quadro de especialistas e outras estratégias” afirmou Pedrinho Botaro, responsável pela Pasta.
Com 20 mil distribuídos nas 68 unidades escolares, São Caetano despenderá cerca de R$ 611,4 milhões no setor. Desse valor, “Continuaremos avançando em 2026 com um conjunto de investimentos estruturados e planejados para qualificar ainda mais o ensino oferecido à nossa rede. Entre as principais entregas previstas, está a conclusão do Centro Educacional Elvira Paolilo Braido, um equipamento moderno que fortalecerá as atividades do contraturno escolar em um ambiente totalmente renovado”, ressaltou o secretário Fabiano Augusto João.
Diadema prevê R$ 586,9 milhões para a rede municipal de ensino, com estimativa de atender 28 mil estudantes em 2026, nas 62 unidades escolares diretas e mais 37 unidades parceiras. “O próximo orçamento permitirá avançar em frentes essenciais. Vamos seguir revitalizando as escolas, valorizando os profissionais e fortalecendo a alfabetização e a aprendizagem na idade certa. Ampliaremos o acesso à informática, robótica e às atividades do Programa Descobertas, garantindo mais oportunidades educativas e culturais”, avaliou o chefe da Pasta, Felipe Sigollo.
Para o próximo ano letivo, Mauá terá à disposição, na educação, R$ 419,5 milhões a fim de abrir as portas a 16 mil estudantes matriculados. Em Ribeirão Pires, a previsão é de 7.630 vagas disponíveis na rede municipal, que terá ao seu dispor R$ 146,9 milhões. Já na vizinha Rio Grande da Serra, o segmento contará orçamento de R$ 36,9 milhões para receber 1.950 alunos em 2026.
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