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PT de Santo André propõe comissão para investigar dívida de Paulo Serra

Partido prepara resposta a ex-prefeito, a quem chama de ‘muito ingrato’, por ataques a Grana

16/11/2025 | 19:11
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Nario Barbosa e Claudinei Plaza/DGABC
Nario Barbosa e Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A bancada do PT na Câmara de Santo André pretende instituir Comissão de Assuntos Relevantes para investigar os gastos das duas gestões de Paulo Serra (PSDB) no comando da cidade, de 2017 a 2024. A iniciativa procura responder aos ataques recentes que o tucano fez à administração do petista Carlos Grana (2013- 2016), que o antecedeu

“O Paulinho tem sido muito ingrato com o Grana, para dizer o mínimo, quando fala que o PT foi responsável por endividar a cidade. O Grana não gerou um centavo de dívida para Santo André, ao contrário do Paulinho. É isso que vamos provar”, declarou o vereador Tiago Nogueira (PT).

Como exemplo de suas suspeitas, o vereador citou o valor acumulado de dívidas do município reconhecidas pela Justiça. “Quando o Grana entregou a administração para o Paulinho, o estoque de precatórios era de R$ 700 milhões. Oito anos depois, quando ele passou o governo para o Gilvan (Ferreira, atual prefeito, o saldo era de R$ 2,2 bilhões.

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Ainda segundo o petista, só uma investigação aprofundada nas contas de Paulo Serra será capaz de mostrar o endividamento que o tucano legou a Santo André. “Existem duas questões bastante sensíveis a serem apuradas: a renegociação da dívida previdenciária e os empréstimos para a execução de obras, que empurraram as contas para os próximos quatro prefeitos pagarem.”

Carlos Grana, que hoje atua no Ministério do Trabalho e Emprego, em Brasília, argumentou que a comissão da Câmara pode fazer reparação aos ataques de Paulo Serra. “Ele sabe que eu não fiz nenhum endividamento; nem de curto, nem de médio e nem de longo prazo. Mas a população não sabe, e precisa saber.”

Segundo Carlos Grana, Paulo Serra, a quem se refere como “meu ex-secretário”, tem ciência do que aconteceu em seu governo porque fez parte de 3/4 dele, atuando como titular de Mobilidade Urbana, Obra e Serviços Públicos de janeiro de 2013 a julho de 2015.

“Meu ex-secretário, quando prefeito, só conseguiu fazer as obras que fez porque no nosso governo conseguimos dar moradia digna às pessoas que viviam nas comunidades do Gamboa, Cassaquera e Espírito Santo. Todas as obras do Paulinho foram feitas nestas áreas, de onde tiramos 3.600 famílias, às quais demos moradia digna”, lembrou Grana.

Paulo Serra rebateu os petistas, afirmando que pagou R$ 980 milhões em precatórios e investiu R$ 1 bilhão em obras e programas. “Causa estranheza – para não dizer outra coisa – ver setores da extrema esquerda tentando criar narrativas fantasiosas para reescrever a história. A verdade é simples: quem quebrou a cidade tenta hoje justificar o injustificável. E faz isso porque não consegue admitir a própria incapacidade de governar.”




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