Justiça Dahesly Oliveira Pires, 25, é apontada por buscar na Baixada Santista uma das armas usadas no crime
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O TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) negou a prisão preventiva de cinco dos 12 indiciados pelo assassinato do ex-delegado geral da Polícia Civil, Ruy Ferraz Fontes. A decisão determina que os suspeitos respondam ao processo em liberdade, mediante medidas cautelares, como monitoramento por tornozeleira eletrônica.
Entre os investigados está Dahesly Oliveira Pires, 25, moradora de Diadema, apontada pela Polícia Civil como uma das responsáveis por auxiliar na logística do crime. Ela já cumpriu pena por tráfico de drogas e segundo a polícia ela teria viajado para o Litoral num carro de aplicativo para buscar um “pacote”. Os investigadores afirmaram que lá dentro estava um dos fuzis usados no assassinato do delegado.
Além dela, Luiz Henrique Santos Batista, o Fofão, Rafael Marcell Dias Simões, o Jaguar, Danilo Pereira Pena, o Matemático, e José Nildo da Silva também foram liberados.
Ruy Ferraz Fontes, 64, foi assassinado em setembro, na Praia Grande, onde ocupava o cargo de secretário. Ele foi atingido em uma emboscada quando deixava a sede da Prefeitura. A ação criminosa contou com ao menos 69 disparos, e o veículo em que estava o ex-delegado foi perfurado 29 vezes.
Fontes era conhecido pela atuação firme contra o PPC (Primeiro Comando da Capital). Entre 2019 e 2022, chefiou a Polícia Civil paulista. Em 2006, quando era delegado, indiciou toda a cúpula da facção, incluindo Marco Willians Herbas Camacho, o Marcola. De acordo com relatório do Ministério Público de 2024, o ex-delegado estava há pelo menos um mês sob monitoramento de criminosos e era alvo de planos de atentados atribuídos ao PCC.
Os investigadores apuram se o crime tem relação com uma licitação de R$ 24 milhões, realizada pela Prefeitura de Praia Grande em setembro.
O subsecretário de Gestão e Tecnologia do município, Sandro Rogério Pardini, e outros quatro servidores foram alvos de mandados de busca e apreensão. Em nota, a defesa de Pardini afirma que ele “nega veementemente toda e qualquer participação, direta ou indireta, nos fatos apurados”, e que permanece à disposição para colaborar com as autoridades.
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