Organização indígena Manifestantes falam sobre fim do uso de combustíveis fósseis, exploração de petróleo na Amazônia e mineração
Instagram/Cúpula dos Povos

Manifestantes protestam na manhã deste sábado (15) em Belém, no ato que deve marcar a maior mobilização popular da COP-30 (Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025) até agora. Organizado pela Cúpula dos Povos, o protesto começou no Mercado de São Brás, ponto turístico de Belém, e seguirá até a Aldeia Cabana.
Os manifestantes protestam com pautas que incluem o fim do uso de combustíveis fósseis, contra a exploração de petróleo na Amazônia, a mineração e outros temas.
Entre os movimentos sociais que participam da marcha estão a Caravana da Resposta, que trouxe indígenas de vários pontos do País, o MST (Movimento sem Terra), comunidades extrativistas e quilombolas. A ministra dos Povos Indígenas, Sônia Guajajara, participa da marcha de cima de um dos caminhões, enquanto a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, abriu a marcha com discursos.
Durante a fala, Marina defendeu a criação de um mapa do caminho para o fim do uso dos fósseis e afirmou que o Brasil é o único País do Mundo a ter um roteiro rumo ao desmatamento zero. Marina relembrou os índices de queda de 50% no desmate da Amazônia.
Em sua fala, Sônia Guajajara afirmou que "a Zona Azul da ONU é aqui". Nos últimos dias, manifestações próximas à área restrita da ONU marcaram a COP-30. Na terça-feira (11), um grupo de manifestantes invadiu a Zona Azul.
Marina disse ainda que o presidente Lula recebe muito bem as manifestações que configuram, como ele diz , "a COP da verdade". Povos indígenas de todo planeta participam da marcha. Representante da Associação de Líderes indígenas do Suriname, George Auankaroe, afirmou que a COP-30 é uma grande oportunidade. "A COP-30 é uma oportunidade para que possamos levar nossa voz aos líderes globais" afirmou.
A ativista Argentina Anabella Rosemberg criticou a postura de seu País de bloquear as negociações climáticas. "A Argentina é uma barreira para negociação climática, para justiça climática, é muito difícil suportar essa representação atual do meu País" disse ela, que é membro da Climate Action Network.
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