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Veja a Palavra do Leitor do 'Diário' deste dia 13 de novembro de 2025

13/11/2025 | 09:05
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Crianças casadas

‘Grande ABC tem 131 crianças de 10 a 14 anos em uniões conjugais’ (Setecidades, dia 10). Certamente inclui casos de meninas que foram forçadas por engravidarem. Enquanto isso, o Congresso, ultraconservador, aprova uma lei que anula protocolo do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente que facilitou o acesso de menores de idade ao aborto legal! O direito ao aborto legal foi estabelecido em legislação de 1940, e será dificultado se o Senado não barrar esse absurdo! Criança não é mãe e estuprador não é pai!

João Paulo Mendes Parreira

São Caetano

DGABC

Craque

O lance viralizou: Vitor Roque, jogador do Palmeiras, chuteira rasgada, correu, dominou, e ainda fez um golaço digno de replay infinito. A internet foi à loucura, a torcida vibrou – e eu fiquei pensando no óbvio que às vezes esquecemos: quem é bom joga até descalço. No futebol, como na vida, tem atleta que entra em campo com tudo perfeito – chuteira nova, gramado impecável, uniforme alinhado – e não entrega nada além de pose. E tem aquele que, mesmo com a chuteira abrindo no meio, rasga aplauso. Porque talento verdadeiro não depende do acessório, e sim da competência. A cena serve de metáfora para o País: temos gente que vive reclamando da falta de estrutura, do gramado ruim, da chuva, do VAR, da lua em Vênus – qualquer desculpa serve. E temos aqueles que, mesmo sem condições ideais, vão lá e resolvem. É por isso que esse gol com chuteira rasgada diz tanto: quem sabe fazer, faz; quem não sabe, explica. E, antes que alguém estranhe uma mulher comentando futebol, aviso: não preciso assistir aos 90 minutos para reconhecer a diferença entre talento e perfumaria. Aliás, talvez isso ajude – vejo o essencial, sem cair no fanatismo técnico que encobre o óbvio. Fica a lição do gol: no esporte, no governo e na vida, chega uma hora em que o brilho vem do jogador – não do equipamento.

Izabel Avallone

Capital

Machismo

“Ramón Díaz diz que ‘futebol é para homens, não para meninas’ após gol anulado” (www.dgabc.com.br). O nome Internacional foi escolhido para refletir a ideia de um clube democrático, aberto a todas as nacionalidades, classes sociais e etnias, causa essa desconhecida pelo sr. Ramón. O senhor e técnico Ramón Díaz, do Internacional de Porto Alegre, com seu caráter machista deveria dirigir times do tempo da Idade da Pedra no ano 2,6 milhões até 5000 antes de Cristo para tentar enxergar-se como profissional do esporte.

Cecél Garcia

Santo André




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