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Negligência na pista

13/11/2025 | 09:03
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FOTO: DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O aumento dos acidentes e mortes nos trechos Sul e Leste do Rodoanel Mário Covas expõe cenário preocupante. A rodovia, que deveria oferecer mobilidade e segurança, tornou-se rota de risco constante, com ocorrências que vão de colisões fatais a casos de violência. Dados mostram avanço expressivo nas estatísticas, reflexo direto da precariedade da via. Falta iluminação, há trechos sem manutenção adequada e o abandono de objetos no asfalto tem causado tragédias evitáveis. Diante desse quadro, cabe à Artesp (Agência Reguladora de Transportes de São Paulo) cobrar da SPMar ações concretas e urgentes para reverter a escalada de insegurança que hoje ameaça motoristas.

A concessionária, responsável pela administração dos dois trechos, alega aguardar licenças da agência reguladora para fazer melhorias que há tempos se fazem necessárias. O argumento soa insuficiente diante do número crescente de vítimas. Se há entraves burocráticos, cabe à empresa atuar junto aos órgãos competentes para superá-los, e não se esconder atrás da lentidão de processos. A demora em implementar iluminação e sistemas modernos de vigilância revela falta de prioridade com o bem-estar de quem usa o Rodoanel. Cada adiamento significa mais um dia de exposição ao perigo e, possivelmente, mais vidas perdidas em estrada cuja manutenção deveria ser garantida no contrato de concessão.

Ainda mais grave é a tentativa da concessionária de transferir aos motoristas a responsabilidade por um problema estrutural. Culpar condutores por acidentes em uma via sem luz, mal sinalizada e vulnerável à criminalidade é inadmissível. Ainda mais sabendo que pagam caríssimos pedágios religiosamente. A SPMar tem o dever legal e moral de assegurar condições adequadas de tráfego, e sua postura defensiva apenas reforça a impressão de descaso. A Artesp, como fiscalizadora, não pode assistir passivamente à omissão de quem explora o serviço público. É urgente exigir providências efetivas para que o Rodoanel volte a cumprir sua função e não siga sendo sinônimo de insegurança e dor.

DGABC



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