Em Ribeirão Pires Prefeito dá início a destinação comercial a trem que circulou na CPTM
Bruno Coelho/DGABC

Em lançamento, ontem, do edital para selecionar a melhor proposta comercial do antigo vagão de trem da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos), o prefeito de Ribeirão Pires, Guto Volpi (PL), classificou as críticas de opositores sobre as aquisição do material ferroviário como “agressivas” e políticas”. Para o chefe do Executivo, os adversários precisam superar o processo eleitoral e assistir ao trabalho do governo da arquibancada. O prazo para inscrições de projetos para o espaço vai até 8 de janeiro.
A gestão Guto foi alvo de críticas de opositores quando adquiriu dois vagões que circulavam pela CPTM para dois pontos da cidade. Um deles é do trem da série 2100, que operou por mais de duas décadas na Linha 10-Turquesa, atendendo também a moradores de Ribeirão Pires, hoje ao lado da pista de skate na Avenida Francisco Monteiro. O outro é da série 5000, hoje na Fábrica de Sal, oriundo da finada empresa Fepasa (Ferrovia Paulista S/A), mais presente nas memórias dos passageiros da Linha 8-Diamante, entre Itapevi e São Paulo.
“A crítica, quando bem elaborada, torna-se importante para avaliar todo o projeto. Mas as críticas, como foram neste caso, tiveram um teor bastante agressivo e político. Quem perdeu a eleição, perdeu, senta e assista da arquibancada, porque nós vamos trabalhar. Esse projeto é para o fomento (econômico) da cidade, além do resgate cultural e histórico com a participação do Sindicato dos Ferroviários neste projeto”, afirmou Guto.
O graffiti que deu novas cores ao vagão do modelo 2100 veio da artista andreense Agatha de Faveri. Segundo o edital, o projeto analisado deverá prever a adequação física e funcional do espaço, instalação de mobiliário e equipamentos, ações de sustentabilidade, gestão operacional e promoção de atividades que estimulem o turismo e o desenvolvimento econômico da cidade.
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