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Bares e restaurantes do Grande ABC projetam 3.000 empregos temporários

Estabelecimentos de médio porte costumam admitir quatro funcionários extras durante fim do ano; garçom é um dos cargos mais procurados

Beatriz Mirelle
12/11/2025 | 08:37
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FOTO: Claudinei Plaza/DGABC
FOTO: Claudinei Plaza/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os bares e restaurantes da região projetam contratar 3.000 funcionários para vagas temporárias para atender à demanda de fim de ano. Entre as oportunidades mais requisitadas, estão garçom, atendente, auxiliar de cozinha e ajudante geral. De acordo com o Sehal (Sindicato das Empresas de Hospedagem e Alimentação do Grande ABC), estabelecimentos de médio porte costumam admitir, em média, quatro funcionários extras durante esse período.

“O fim de ano é uma das épocas mais movimentadas. As pessoas costumam realizar confraternizações de empresas e as famílias gostam de se reunir no Natal. Esses cenários exigem reforço nas equipes e ampliam as chances de trabalho. Se o profissional tiver no currículo um curso de qualificação ou experiência prévia, é um diferencial, mas, neste momento, não costuma ser uma exigência”, destaca o presidente do Sehal, Beto Moreira. 

O fluxo de clientes também deve aumentar em pizzarias, lanchonetes, buffets e motéis, segmentos que compõem a base de atuação do sindicato, que representa 34 mil estabelecimentos na região.

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O empresário Edival Spricigo, conhecido como Faxa, sócio-proprietário da Churrascaria D’Brescia e do Bar Tchê, ambos em Santo André, prevê um aumento de 20% no quadro de funcionários durante o fim de ano. 

“Estamos com 25 vagas em cada um desses estabelecimentos. Procuramos, principalmente, por atendente de salão e ajudante de cozinha. A expectativa é que o faturamento aumente de 40% a 60% na comparação com o restante do ano. Os eventos de amigo secreto e os happy hours aquecem o setor.”

Por outro lado, o presidente do Sindehot (Sindicato dos Empregados em Hotéis, Motéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Bernardo, Diadema e Rio Grande da Serra), Levi Gusmão, afirma que o setor ainda enfrenta uma defasagem significativa de trabalhadores. Segundo ele, cerca de 60% das empresas relatam dificuldades para contratar.

“O fim de ano deve ser difícil. Há escassez de profissionais qualificados e muitos estabelecimentos passaram o ano todo em busca de novos trabalhadores. Por isso, não acredito em um aumento expressivo nas contratações”, avalia.

O presidente do Sehal considera que o modelo de trabalho é um dos principais impedimentos para a ocorrência de novas contratações. “Não é tanto pelos salários. A escala de bares e restaurantes exige que o funcionário trabalhe no fim de semana e à noite, o que tem afastado as pessoas. Por isso, as vagas temporárias são uma ótima oportunidade para que quem não tem experiência no setor consiga entrar no mercado e ser efetivado. Algumas empresas estendem as contratações para janeiro ou até o final do verão”, detalha Beto Moreira.

Fim de ano deve gerar 535 mil vagas no Brasil

Cerca de 535 mil contratos de trabalho temporário deverão ser fechados até dezembro. O número representa alta de 7,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Com o resultado, a projeção é de que o segundo semestre do ano encerre com mais de 1 milhão de contratações temporárias, impulsionado pelas datas sazonais e pelo aquecimento dos setores produtivos. Os dados são da Asserttem (Associação Brasileira do Trabalho Temporário).<EM>

Entre os fatores que tradicionalmente estimulam as contratações, estão a Black Friday, o Natal e o início das férias escolares. De acordo com a associação, no quarto trimestre, as contratações devem ser puxadas pelo setor da indústria (50%), seguido pelo de serviços (30%) e comércio (20%). 

“Na indústria, os destaques são os setores de brinquedos, eletroeletrônicos, vestuários, calçados e alimentos voltados para comemorações natalinas, como o panetone. No comércio, o aumento da movimentação é pelas promoções da Black Friday e de Natal. Já no setor de serviços, especialmente na área de logística, o crescimento se dá pelo e-commerce e pela distribuição dos produtos vendidos on-line”, explica o presidente da entidade, Alexandre Leite Lopes.<EM>

O Trabalho Temporário, guiado pela Lei Federal 6.019/74 e pelo Decreto nº 10.854/2021, é um regime especial de contratação que permite às empresas atender necessidades transitórias de substituição de pessoal permanente ou de demandas complementares de trabalho em períodos de maior movimentação. 

“Além da agilidade na contratação e da flexibilidade para as empresas, esse é o único regime jurídico voltado especificamente aos trabalhadores desempregados. Ele oferece oportunidade de recolocação e, muitas vezes, de primeiro emprego”, reforça Lopes. 

Outro destaque é que diversas empresas investem na capacitação e qualificação desses trabalhadores. “Elas oferecem o treinamento necessário. Quando o profissional se mostra dedicado, proativo e comprometido, há grandes chances de efetivação.”




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