Em família Obras têm linguagens práticas para fases diferentes da criança e trazem roteiros e dicas para a jornada educacional das crianças
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É normal as pessoas chegarem à fase adulta dentro de um relacionamento sério e não se sentirem preparadas para criarem filhos, afinal não se trata de um processo com manuais e guias com fórmulas fáceis. Mas existem sim livros que trazem dicas e orientações para auxiliar pais em dúvida a terem um norte e parâmetros no que diz respeito ao desafio de saber ter autoridade sem podar a autonomia dos filhos. A cardiologista pediátrica Alessandra Geisler cita os quatro livros que considera fundamentais para os pais e responsáveis que se sentem inseguros em vários aspectos da criação de seus filhos, seja qual for a idade deles.
O primeiro livro deles é Meu Filho Chegou à Adolescência, e Agora?, do psicoterapeuta Leo Fraiman. A obra orienta os pais e educadores na missão de formar um ser humano ético e íntegro, usando o que ele chama de GPS interno, algo que todos nós temos e que é até natural, mas que, por algum motivo, está escondido. “O Leo, com ótimas reflexões, faz os responsáveis enxergarem, por exemplo, como está o canal de diálogo com os filhos. Se eles abrem espaço para os filhos de se expressarem ou se, de forma velada, impõem limitadores à essa comunicação”, explicou a médica.
Outro livro recomendado pela cardiologista é o Crianças Francesas Não Fazem Manha, da jornalista e escritora franco-americana, Pamela Druckerman. A publicação explora as táticas parentais francesas que levam à criação de crianças mais pacientes e bem-comportadas, focando na importância do le cadre — a estrutura ou o limite. A obra mostra como estabelecer limites claros e firmes, permitindo que os pais mantenham sua vida adulta e ensinem as crianças a esperar. “A Pamela, com sua observação cultural, faz os responsáveis refletirem, por exemplo, sobre a pressa de atender cada demanda do filho. Ela ajuda a identificar se estamos dando espaço para que os filhos desenvolvam a frustração de forma saudável ou se estamos sempre cedendo, e se, de forma sutil, perdemos nossa autoridade calma na condução familiar”, detalhou.
Outra obra importante para os país é O Livro Que Você Gostaria Que Seus Pais Tivessem Lido (E Seus Filhos Ficarão Gratos por Você Ler), da psicoterapeuta Philippa Perry. Esta obra fundamental aborda como as experiências de infância dos pais influenciam diretamente a maneira como educam seus filhos, oferecendo um guia para quebrar ciclos de criação prejudiciais. A premissa é focar em como a comunicação e a aceitação emocional são pilares para um relacionamento mais feliz e menos conflituoso. “A Philippa, com reflexões profundas, faz os responsáveis analisarem, por exemplo, como a relação com os próprios pais moldou suas reações atuais. Ela nos orienta a validar os sentimentos dos filhos e a construir um diálogo onde o erro é permitido, ajudando-nos a abandonar a busca irreal pela perfeição parental”, comentou a cardiologista.
E para encerrar, um livro bem recente, lançado há pouco tempo no Brasil pela Artmed, O Guia do Midiatra - Como Criar Crianças Saudáveis, Inteligentes e Respeitosas em um Mundo Saturado de Telas, de Michael Rich, professor associado de Pediatria da Harvard Medical School e fundador do Laboratório de Bem-Estar Digital e da Clínica para Transtornos de Mídia Interativa e Internet, do Boston Children’s Hospital. A obra oferece instruções específicas para crianças de cada faixa etária, embasadas em evidências e aplicáveis facilmente à rotina de famílias, educadores e profissionais da saúde. “Com base em dados extraídos de mais de 300 estudos, o autor propõe maneiras de transformar os métodos pelos quais escolas e famílias se relacionam com a tecnologia — levando em consideração, acertadamente, tanto seus aspectos negativos quanto os positivos —, utilizando critérios claros, linguagem acessível e respaldo da Sociedade Brasileira de Pediatria”.
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