Memória Projetos culturais, ativismos ambientais, produção de audiovisual revisitam o passado e questionam o presente
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PROJETOS SOCIAIS
“Estamos comprometidos com a preservação do meio ambiente e com a promoção de práticas sustentáveis. Todo o nosso processo de produção é pensado para minimizar o impacto ambiental e promover o empreendedorismo local através da geração de renda promovida por nossos projetos sociais” (Rede Balsear, Riacho Grande, 9-9504-6383).
Professor Marco Alexandre Nonato Cavalcanti dirigiu duas seções sobre as comunicações de pesquisadores durante o 16º Congresso de História do Grande ABC. Dezesseis trabalhos inscritos e selecionados, uma única ausência.
No texto que se segue, Marco Cavalcanti analisa o que foi esta experiência: destacou-se o amor.
Vozes ouvidas
Texto: Marco Alexandre Nonato Cavalcanti Em sessões de comunicação tivemos um rico material produzido por pesquisadores e pela sociedade civil. O que se mostrou foi a diversidade: Estudos sobre a participação das mulheres nas transformações locais. Pesquisas sobre a presença e contribuição das comunidades e da educação negra e indígena. Reflexões sobre juventude, imigração, meio ambiente, cultura, memória e preservação. Todos os temas convergiram para afirmar que a história da região é feita de múltiplos sujeitos e narrativas. A MULHER Uma vertente que se destacou intensamente foi a da participação das mulheres. Aquelas que, no chão do cotidiano, nos sindicatos, nas escolas, nas comunidades de técnica ou de cuidado, ajudaram a moldar o tecido social deste território. No Congresso foi possível escutar trabalhos que narraram histórias de mulheres como lideranças comunitárias nas periferias do Grande ABC que devem ser valorizadas e preservadas em suas memórias. Mulheres que mobilizaram redes de solidariedade e de luta por autonomia regional. MUITAS VOZES Outro pilar central foi o debate sobre os sujeitos historicamente marginalizados. Foram apresentadas comunicações sobre a memória das comunidades negras no Grande ABC, a presença indígena no território que antecede a industrialização, e a emergência da juventude como sujeito de narrativas: com projetos culturais, ativismos ambientais, produção de audiovisual que revisita o passado para interrogar o presente. Essas vozes, cada vez mais audíveis, tomam o protagonismo de suas histórias. E o Congresso se transformou num palco de escuta e visibilidade, reacendendo o entendimento de que a história regional é feita dessa heterogeneidade, de lutas, silenciamentos, resistência e afirmação. A memória do Grande ABC, assim, não é apenas uma cronologia de eventos: é uma trama de pessoas, de singularidades coletivas. Esses trajetos histórico-culturais organizados emergiram do amor por esta região. Amamos o Grande ABC não apenas pela força econômica ou pela indústria que o moldou, mas pelas ruas, pelas pessoas, pelas histórias de migração, de mudança, de querer transformar. RIQUEZA QUE AFLORA Nas cidades encontraram-se histórias de trabalhadores que saíram das fábricas, de coletivos culturais que reinventaram espaços, de comunidades que redefiniram o que é morar, resistir e preservar. Os debates enfatizaram que este território é mais que economia: é humanidade, é beleza humana em construção constante. Para o Grande ABC, o Congresso foi mais que uma celebração: foi um passo para que a história se torne democrática, visível, viva. E que cada um dos que participaram saísse com o compromisso de levar essa história adiante — nas escolas, nas comunidades, nas famílias, nas ruas — para que, em cada canto da região, possa ressoar a voz de quem esteve, quem está e quem virá. NAS ONDAS DO RÁDIO GRANDE ABC E VOCÊ O andreense Joaquim dos Santos faz parte de uma família de raízes na cidade, a partir da Vila Humaitá. Sua última obra permanece muito viva na memória, o Clube dos Amigos de Santo André. Nas reuniões do CASA, pensava-se e debatia-se a cidade: seus problemas, seus rumos. Esta obra ficou incompleta com a partida de Joaquim, em 31 de maio de 2020, aos 72 anos. Ficou a experiência do vereador e presidente da Câmara Municipal de Santo André. O amor de Joaquim à Memória. O inconformismo com o que achava incorreto. O pai, Salvador dos Santos, o lutador pelo Humaitá, bairro e clube. A irmã, Maria José dos Santos Stein, nome dado ao Hospital da Mulher, por suas qualidades de humanista. Joaquim dos Santos está presente nas duas edições do “Almanaque de Vereadores de Santo André” e numa fita cassete, simples como ele, gravada por ele, com toda sua história de vida – uma das preciosidades guardadas pelo Projeto Memória do Diário do Grande ABC. Produção, texto de abertura e apresentação: José Carlos Pereira, que fez história na Publicidade do Diário. Consultora musical: Marilza Cunha Pereira. Amanhã, sábado, a partir das 7h da manhã. Rádio ABC AM (1570) e FM (81.9). QUINTA AVENIDA A edição desta semana apresenta um desfile de gravações com o cantor do século XX Frank Sinatra. Ele interpreta músicas compostas por Irving Berlin. No ar pelas ondas de Rádio 365 News, a rádio para o seu celular. Toda sexta-feira a partir das 12h, com reapresentação às segundas-feiras no mesmo horário. Produção, apresentação e texto de abertura do andreense Ronaldo Benvenga. Crédito da foto 1 – Divulgação ANDREENSES. Reunião do Clube dos Amigos, o CASA: no oval, Joaquim dos Santos e o publicitário José Carlos Pereira DIÁRIO HÁ MEIO SÉCULO Sexta-feira, 14 de novembro de 1975 – Edição 2903 MANCHETE – Prefeito impede a aplicação de plano escolar do Estado. O prefeito Walter Braido impediu ontem (13-11-1975) a aplicação do plano de redistribuição de alunos nas escolas de São Caetano determinado pela Secretaria de Educação. Braido declarou que enquanto for o prefeito da cidade as decisões desta área serão adotadas por ele mesmo, através de seus representantes, no caso o Departamento de Educação e Cultural.
POLÍTICA – O prefeito Geraldo Faria Rodrigues lançava a candidatura do vice-prefeito Élcio Cândido para a sua sucessão pela Arena de São Bernardo. Já Tito Costa visitava o Diário para a entrega ao jornal do seu novo livro, “Responsabilidade de Prefeitos e Vereadores”. Tito confirmava sua candidatura a prefeito de São Bernardo, pelo MDB. EM 14 DE NOVEMBRO DE... 1905 – Nova York, 14 (Agência Havas) – Há receio de que os revolucionários cubanos preparam um golpe de Estado. No Teatro Santana, a estreia da cantora brasileira Malvina Pereira, com espetáculo em quatro atos de Puccini. No Polytheama Paulista, espetáculo com todos os artistas da ‘troupe’, entre os quais duetistas cômicos.
MUNICÍPIOS BRASILEIROS Três municípios paulistas aniversariam em 14 de novembro: Santana de Parnaíba (elevado a município em 1625, quando se separa de São Paulo, Capital), Lorena (1788, emancipado de Guaratinguetá) e Serra Azul (1927, que pertencia a São Simão). Outros 162 municípios brasileiros fazem aniversário hoje, entre os quais Cascavel, Guaira, Marialva e Pato Branco, os quatro no Paraná.
HOJE Dia Nacional da Alfabetização Dia Mundial de Combate ao Diabetes Dia do Bandeirante. Santa Veneranda 14 de novembro Viveu no século II. Mártir. Santa de devoção da poeta Veneranda Nilda Varin (Mauá, 30-11-1938 – 23-6-2022. Ilustração: WordPress.com

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