Prazo Agora, os segurados terão até 14 de fevereiro de 2026 para registrar a reclamação — três meses a mais que o limite anterior, que se encerraria em 14 de novembro
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O INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) decidiu ampliar o prazo para aposentados e pensionistas contestarem descontos indevidos nos benefícios. Agora, os segurados terão até 14 de fevereiro de 2026 para registrar a reclamação — três meses a mais que o limite anterior, que se encerraria em 14 de novembro.
A prorrogação, anunciada pelo Governo Federal, busca atender quem ainda não conseguiu formalizar a contestação. O procedimento pode ser feito de forma gratuita pelo aplicativo Meu INSS, pela Central 135 ou presencialmente em uma das agências dos Correios espalhadas pelo país.
Segundo o ministro da Previdência, Wolney Queiroz, além da ampliação do prazo, o governo também vai garantir a devolução dos valores descontados sem autorização. “Os reembolsos serão feitos mesmo nos casos em que houver documentos falsos que indicavam consentimento do beneficiário”, afirmou o ministro.
Os segurados podem registrar a contestação de três formas:
- Meu INSS (site ou app): acessar o serviço “Consultar Descontos de Entidades Associativas” e clicar em “Não autorizei o desconto”;
- Central 135: atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h;
- Agências dos Correios: mais de 5 mil unidades prestam auxílio presencial para o registro.
Após a contestação, a entidade responsável pelo desconto tem 15 dias úteis para responder. Se não houver retorno dentro desse prazo, o sistema libera automaticamente a adesão ao acordo de ressarcimento, que evita a necessidade de ação judicial. O acordo vale para descontos realizados entre março de 2020 e março de 2025.
De acordo com dados do INSS, mais de 6 milhões de contestações já foram registradas por beneficiários que afirmam não reconhecer as cobranças. Desse total, 3,7 milhões de pessoas aderiram ao acordo, resultando em R$ 2,54 bilhões devolvidos até o momento.
Com o novo prazo, o governo espera alcançar mais segurados que ainda não conseguiram identificar ou resolver irregularidades nos descontos — um problema que, segundo a Previdência, deve continuar sendo acompanhado de perto ao longo de 2026.
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