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Alerta na saúde

10/11/2025 | 09:00
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 Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


O crescimento contínuo dos gastos municipais com a saúde, como revelam as previsões orçamentárias das sete cidades do Grande ABC para 2026, expõe a urgência de rever o modelo de financiamento do sistema público. Dos R$ 22 bilhões estimados de receitas, R$ 4,7 bilhões serão destinados ao setor, representando 21,46% do total. Apesar do aumento de 8,3% em relação a 2025, o acréscimo não cobre o descompasso entre o custo real de exames, consultas e internações e o montante efetivamente transferido por União e Estado. Prefeituras, que sustentam a maior parte da estrutura, arcam com despesas incompatíveis com os repasses, comprometendo a eficiência dos serviços.

A defasagem histórica dos valores pagos pelo SUS (Sistema Único de Saúde) impede o equilíbrio das contas e ameaça o funcionamento das redes municipais. Enquanto os preços de insumos, medicamentos e equipamentos seguem em alta, a tabela federal permanece estagnada há anos, impondo pressão sobre os cofres das prefeituras. A manutenção de hospitais e unidades básicas exige desembolsos crescentes, sem contrapartida financeira à altura. Nesse cenário, a ausência de atualização dos repasses estaduais agrava a disparidade. Cabe ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) cumprir, urgentemente, o compromisso assumido de reajustar a chamada Tabela SUS Paulista.

Pela sua importância, o tema exige resposta imediata. A demora na correção de repasses coloca em risco o funcionamento da rede pública e pode levar o sistema à exaustão. Municípios que já comprometem mais de um quinto de seus orçamentos com saúde não suportarão por muito tempo a escalada de custos. Sem uma revisão imediata dos critérios de financiamento e atualização dos valores pagos por procedimentos, o esforço local será insuficiente para garantir atendimento adequado à população. É responsabilidade conjunta da União e do Estado assegurar que o pacto federativo seja cumprido na prática. Caso contrário, o colapso da estrutura municipal de saúde será apenas questão de tempo.

DGABC

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