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Enem promove novas perspectivas de vida a morador do Grande ABC

Como ferramenta de transformação social, exame pode ajudar no sonho do acesso ao ensino superior

08/11/2025 | 20:03
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ARTE: Agostinho Fratini/Editoria de Arte
ARTE: Agostinho Fratini/Editoria de Arte Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Criado em 1998, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) representa, para muitos jovens brasileiros, a oportunidade para acessar o ensino superior e tentar mudar sua situação socioeco-nômica. Em 2025, o primeiro dia de aplicação da prova será neste domingo (9).

Neste ano, 51.734 moradores do Grande ABC se inscreveram no exame, segundo dados do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Já no Estado de São Paulo foram 751.648 alunos registrados, e no Brasil, 4,8 milhões. As sete cidades vão oferecer tarifa zero em linhas de ônibus para os candidatos.

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Ao longo desse processo, os estudantes enfrentam uma jornada longa e desafiadora em busca de uma vaga no ensino superior. Esse foi o caso de Mar Lima Sousa, 25 anos, aluno da UFABC (Universidade Federal do ABC). Natural do Ceará, Sousa viu no Enem uma oportunidade de acessar a educação superior.

“Sou uma pessoa com deficiência, diagnosticada com paralisia cerebral. Fui criado pela minha avó, que era uma pessoa semianalfabeta e, mesmo assim, ela sempre me incentivou a estudar. Cheguei a dedicar sete horas diárias aos estudos, fiz o Enem em 2021 e consegui entrar na UFABC, que era meu sonho”, disse.

Atualmente, Sousa está no segundo ano de Neurociência. “Na minha família ninguém tem graduação. Como não tenho referências, serei eu a referência. O Enem era a única porta de entrada possível para o ensino superior e a prova faz com que a gente tenha mais repertório”, concluiu.

Outro caso de realização pessoal foi o da são-bernardense Talita Oliveira, 39, que fez o Enem em 2004, onde conseguiu uma bolsa integral no curso de História na PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). 

Atualmente, Talita mora na Alemanha e trabalha com planejamento estratégico na Mercedes-Benz. Mesmo não exercendo a profissão da sua primeira graduação, ela afirmou que o Enem foi o diferencial para o seu atual cargo. “Venho de uma família que não teria condições de pagar uma universidade. O Enem era a grande expectativa para fazer uma graduação. Só tive a chance de trabalhar na Mercedes por ter ensino superior. Nesse sentido, o exame foi um portal que possibilitou iniciar minha vida adulta com perspectiva de um futuro melhor”, comentou.

OUTRO LADO

Para alcançar seus objetivos, a estudante da Etec (Escola Técnica Estadual) Lauro Gomes, e também moradora de São Bernardo, Mariana Mota, 17, vai realizar a prova neste domingo.

A jovem comenta que almeja uma vaga no curso de Física Médica na USP (Universidade de São Paulo). “Também participo do Curso Popular Marielle Franco, no bairro Cafezal. Tem sido um processo bem intenso, uma rotina equilibrada focando nas áreas com mais peso para o meu futuro curso. O Enem é uma oportunidade de transformação social”, ressaltou.  

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