Grave Aluno de 17 anos teve fraturas no nariz e ficou internado na UTI; caso é investigado pelo 5º DP e suspeito pode responder por lesão corporal grave
FOTO: Reprodução

Um mês após a agressão ocorrida no Sesi Santo André, na Avenida Balaclava, número 95, no Jardim Santo Alberto, a supervisora de qualidade Gleice Granai, 41 anos, mãe da vítima, denuncia a falta de apoio da instituição. Segundo ela, a entidade não prestou assistência no dia do incidente nem tomou providências em relação às consequências para os envolvidos ou à transferência dos filhos para outra unidade, o que, segundo afirma, garantiria a segurança deles
Em 8 de outubro, o estudante do 3º ano do ensino médio Victor, 17, durante uma briga com Lucas, 18, recebeu um soco no nariz, que resultou em múltiplas fraturas e intenso sangramento. A escola não socorreu o aluno, de acordo com Gleice, nem estabeleceu medidas para garantir a segurança de seu outro filho, Bruno Granai, 15, que desde então não frequenta mais a escola por medo de ser agredido.
“Ele teve hemorragia, ficou internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e precisou operar o nariz. Não recebi apoio de nada da escola, arquei com todas as despesas médicas, remédios e psicólogo. A coordenadora chegou a pedir ao meu filho para limpar o sangue que caiu no tênis dele para não difamar a imagem da escola”, relata a mãe.
Gleice lamenta que o filho não não podê ir à formatura, pois ele e o irmão estão abalados e não saem de casa. “Foi algo aguardado por anos, pois eles estudam desde novos no Sesi. A escola ainda negou a transferência do mais novo para a unidade de Prefeito Saladino, onde ele já estudou”, reclama.
O delegado do 5º DP (Distrito Policial) de Santo André, Matheus Rezende, responsável pelo caso, diz que está ouvindo as partes envolvidas e aguardando laudo pericial do IML (Instituto Médico Legal), mas que provavelmente o acusado de agressão será indiciado por lesão corporal grave, quando há incapacidade para as ocupações habituais da vítima por mais de 30 dias, e o Sesi por omissão de socorro.
“Temos o vídeo no inquérito e tudo parece ter começado por molecagem. Um brincava com o outro como amigos, dando tapinhas no rosto, e em um determinado momento evoluiu para agressão. A briga durou sete segundos. O Lucas provocou o Victor, que perdeu a linha e reagiu, porém, errou os socos. Já Lucas acertou de primeira”, descreve o delegado.
Para Rezende, a escola não entendeu de imediato a gravidade da situação e acreditou, provavelmente, se tratar de uma briga corriqueira entre alunos.
Foram registrados sete boletins de ocorrência, todos on-line. O aluno atingido fez dois, o acusado três e o Sesi mais dois.
A reportagem não conseguiu contato com o acusado. O Sesi Santo André informou que foram tomadas todas as providências relativas ao caso.
“A direção da escola está em contato direto e permanente com os alunos e famílias, acolhendo e dando todo o suporte psicológico necessário. A conduta está alinhada ao regulamento interno e à decisão do conselho de classe, com o devido acolhimento às famílias e aplicação de medidas disciplinares”, disse em nota.
A escola disse ainda que, além do boletim de ocorrência, notificou o Conselho Tutelar.
Com relação ao pedido de transferência recebido, esclareceu que “conforme as regras acordadas em contrato com os familiares e responsáveis, as transferências seguem os critérios aprovados pelo Conselho do Sesi-SP, no caso de abertura de vagas.”
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