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Título de cidadão vira palanque de filho para pai

08/11/2025 | 08:15
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FOTO: Fernandes | DGABC
FOTO: Fernandes | DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Em Mauá, o vereador Felipe do MSTU (PRD) conseguiu aprovar em plenário a entrega do título de Cidadão Mauaense ao próprio pai, o ex-vereador Severino do MSTU, recentemente filiado ao Agir para se candidatar a deputado estadual ou federal em 2026. É isso mesmo: o filho propondo homenagear o pai, a um ano da eleição. Muito provavelmente a cerimônia ocorrerá justamente em 2026. Na redação, o parlamentar justificou que o futuro agraciado pela honraria vem de uma família humilde da Paraíba e marcou sua trajetória por ampla representatividade popular, destacando-se como defensor da moradia digna ao presidir o MSTU (Movimento dos Sem Terra Urbano). Mera coincidência? Será mesmo que não há nenhuma motivação eleitoral? “O título não é questão do meu pai, e sim do trabalho social que ele vem fazendo”, defendeu-se Felipe.

BASTIDORES

Relações perigosas

O vereador Matheus Gianello (PL) se vangloriava na sessão extraordinária dessa sexta-feira (7) de uma carta que o ex-prefeito José Auricchio Júnior (PSD) teria na manga para neutralizar o efeito da Comissão Parlamentar de Inquérito da Dívida que o investiga: Maitê Piccolomini Bertaiolli – uma das advogadas do ex-chefe do Executivo é filha de Marco Aurélio Bertaiolli, conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado), ao qual será encaminhado o relatório final da CPI que pode abrir caminho para a condenação do político são-caetanense.

DGABC

Onde fica a empatia?

Mauá amanheceu nessa sexta-feira (7) com a morte de uma pessoa no Terminal Rodoviário Central, a qual carregava uma cesta básica e se desequilibrou, caindo na pista de ônibus e morrendo ao ser atropelada. Entretanto, chamou a atenção da falta de sensibilidade do deputado estadual Atila Jacomussi (União Brasil) e da falha de sua assessoria de comunicação. Horas depois, o parlamentar estava no local, mirando críticas ao prefeito Marcelo Oliveira (PT), sem em nenhum momento prestar solidariedade aos familiares e amigos da vítima. Deputado, faltou empatia ao senhor, não é? Política precisa de mais respeito.

Violência política

Paulo Chuchu (PL), ex-vereador e ex-candidato a vice-prefeito de São Bernardo, fez comentário polêmico em publicação do portal Metrópoles com José Dirceu (PT), no velório do ex-deputado estadual do PT Paulo Frateschi, morto ao ser esfaqueado pelo próprio filho, que sofre de distúrbios psiquiátricos. O ex-vereador escreveu: “Negócio da esquerda é resolver na faca”. A frase é altamente dúbia, podendo ser interpretada como “a esquerda resolve problemas na faca”, em alusão ao atentado contra Jair Bolsonaro (PL), ou sugerindo que se resolva divergências políticas na faca. Ambas as hipóteses são lamentáveis e desrespeitosas aos familiares da vítima. 

Produtividade

Durante os 84 dias em que a vereadora de São Bernardo Ana Nice (PT) esteve no comando da mesa diretora, a Câmara discutiu 153 proposições, sendo 32 projetos de lei, 23 decretos legislativos, 26 resoluções e 72 requerimentos. Segundo a petista, seu objetivo foi garantir que as decisões da Casa expressassem o compromisso com o bem-estar da população. 

Alerta

Ainda em São Bernardo, o vereador Lucas Ferreira (PL), preocupado com o alto número de casos de estupro de vulnerável – que chegou à média de 31 ocorrências por dia entre janeiro e setembro deste ano no Estado –, decidiu intensificar as ações de combate à pedofilia, bandeira que defende, reforçando o alerta de que “cada número representa uma criança e uma família ferida”. “É preciso unir forças , sociedade, governo e instituições, para transformar a indignação em ação”, afirmou.




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