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Delegada detalha investigações sobre bebidas com metanol em São Bernardo

Lucy Mastellini, titular da 2ª Delegacia de Investigação de Crimes contra a Saúde Pública do DPPC foi ouvida nesta sexta-feira (7)

Gabriel Gadelha
Especial para o Diário
07/11/2025 | 14:43
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FOTO: Celso Luiz/DGABC
FOTO: Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Comissão Especial da Câmara de São Bernardo  que apura casos de intoxicação por bebidas adulteradas com metanol ouviu, nesta sexta feira (07), a delegada Lucy Mastellini, titular da 2ª Delegacia de Investigação de Crimes contra a Saúde Pública do DPPC (Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania). Durante depoimento, ela detalhou o andamento das apurações sobre a fábrica clandestina de bebidas descoberta em 10 outubro, no bairro Alvarenga, e sobre a contaminação de combustíveis com metanol em posto do município no último dia 24, no bairro Assunção.

De acordo com a delegada, a operação da Polícia Civil que desarticulou a fábrica foi deflagrada após dois casos de pessoas que morreram após consumirem bebidas adulteradas com metanol na Mooca. A investigação apontou que o material consumido por duas vítimas em adega na Capital, tinha quase metade de metanol na composição. “Uma pequena quantidade da substância já é suficiente para causar sérios danos à saúde e até a morte”, pontuou a autoridade policial.

As apurações levaram os investigadores até um imóvel na Rua dos Palmitais, no Parque Ideal, em São Bernardo, onde funcionava a fábrica. No local, segundo a Polícia Civil, foram apreendidas garrafas, rótulos, caixas e outros materiais usados na adulteração das bebidas. A suspeita é de que o metanol utilizado na produção tenha origem em postos de combustível.

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Ainda conforme a delegada, três postos foram alvo de mandados de busca e apreensão, um em Santo André e dois em São Bernardo. Em um deles, localizado na Avenida João Firmino, no bairro Assunção, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) e o Ipem (Instituto de Pesos e Medidas) identificaram a presença de metanol armazenado no local. O posto chegou a ser interditado, mas voltou a funcionar irregularmente poucas horas depois, descumprindo a ordem de fechamento. A Prefeitura, então, realizou nova ação e lacrou o imóvel com estruturas de concreto.

O presidente da comissão, vereador Julinho Fuzari (Cidadania), destacou que o grupo tem acompanhado o caso e cobrado providências. Ele lembrou que, por sugestão da comissão, o município aprovou legislação que prevê a cassação do alvará de bares e restaurantes que comercializarem bebidas adulteradas. “Também pedimos uma força-tarefa em ferros-velhos, para combater o comércio irregular de garrafas que podem ser reutilizadas em falsificações”, disse.

A delegada afirmou que a Polícia Civil segue investigando a origem e a distribuição das bebidas adulteradas e que novas diligências dependem da quebra de sigilos bancário e telefônico. “É cedo para afirmar quais estabelecimentos compraram os produtos, mas trabalhamos com informações consistentes sobre a ligação entre a fábrica e os postos investigados”, declarou.




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