Economia Titulo Oferta global

Petróleo fecha em queda com projeção de superávit em 2026

O WTI para dezembro, negociado na New York Mercantile Exchange, fechou em queda de 0,29% (US$ 0,17), a US$ 59,43 o barril

06/11/2025 | 17:16
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 FOTO: Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


Os contratos futuros de petróleo fecharam em queda nesta quinta-feira, 6, em meio à percepção de que a oferta global segue elevada e de que a demanda pode enfraquecer nos próximos meses. O movimento ocorre após novas estimativas indicarem aumento dos estoques nos Estados Unidos e em meio a revisões nas projeções de instituições que veem o mercado entrando em superávit em 2026.

O petróleo WTI para dezembro, negociado na Nymex (New York Mercantile Exchange), fechou em queda de 0,29% (US$ 0,17), a US$ 59,43 o barril. Já o Brent para janeiro, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE), recuou 0,22% (US$ 0,14), a US$ 63,38 o barril.

A Oxford Economics lembra que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) deve interromper os aumentos de produção no primeiro trimestre de 2026, após um último acréscimo de 137 mil barris por dia em dezembro.

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"O grupo tem se mostrado mais preocupado com o excesso de oferta, em linha com nossas expectativas de que o mercado de petróleo caminhe para um superávit nos próximos meses", disse a consultoria, que projeta o Brent a uma média de US$ 63,60 em 2026.

Enquanto isso, a Capital Economics reforça que a decisão do cartel "provavelmente reflete o excesso iminente de petróleo no mercado", destacando que as exportações marítimas da Rússia seguem fortes apesar das sanções dos Estados Unidos. A instituição prevê pressão baixista persistente, com o Brent em US$ 60 por barril no fim de 2025 e US$ 50 no fim de 2026.

Segundo o MUFG, o salto de 5,2 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA na última semana, o maior desde julho, aumenta o temor de excesso de oferta e adiciona "nova pressão sobre os preços". Já o ING vê "riscos claros e evidentes de possíveis interrupções nos fluxos de petróleo da Rússia", mas observa que a força nas margens de refino decorre mais de preocupações com a oferta do que de uma demanda robusta.

*Com informações da Dow Jones Newswires




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