Editorial Aroaldo Silva, secretário-executivo do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC, confirmou ao Diário, conforme publicado nesta edição, que a instituição pretende encampar a campanha mauaense pela construção de um hospital estadual na cidade. A medida é acertada. A iniciativa reconhece a carência de atendimento de alta complexidade na microrregião formada por Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. O apoio institucional ora declarado pelo comando do colegiado amplia o alcance do pleito e confere legitimidade à demanda, demonstrando que a cooperação entre administrações municipais é o caminho mais eficaz para enfrentar desafios que ultrapassam fronteiras locais.
A proposta apresentada recentemente pelo prefeito Marcelo Oliveira (PT) ganha peso ao ser incorporada à pauta regional, pois reflete uma necessidade. O Hospital de Clínicas Doutor Radamés Nardini, custeado quase integralmente pelo município e referência na cidade, já opera no limite de sua capacidade e não comporta a crescente procura vinda também da vizinhança. A concentração de atendimento provoca sobrecarga, filas e deslocamentos longos para quem busca tratamento especializado. Um terceiro hospital estadual no Grande ABC, somando-se ao Mário Covas, em Santo André, e Serraria, em Diadema, seria resposta à expansão populacional e à sobreposição de demandas regionais.
No momento em que acertadamente endossa o pleito mauaense, o Consórcio reforça seu papel como articulador de políticas públicas integradas e fortalece a representatividade conjunta das sete prefeituras. A soma de esforços de lideranças regionais permite diálogo mais equilibrado com o governo estadual e aumenta as chances de concretização do projeto. O Grande ABC tem histórico de conquistas quando atua de forma coordenada, basta ver o que ocorreu recentemente no caso do repasse de R$ 150 milhões à saúde, e o debate sobre o novo hospital reafirma essa vocação. Afinal, diante de interesses comuns e desafios compartilhados, vale recordar o antigo ensinamento: a união faz a força.
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